Citação

Teóricos e estudiosos da psicologia humana concordam com as grandes religiões: A vida nada mais é do que um hiato. O que fazemos dela, o sentido que damos para ela enquanto vivemos importa mais do que qualquer acúmulo de glória e riquezas materiais.
(Jung, citação em trabalho de Ilma Silva,phD, Vallejo, California)



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Terça-feira, Fevereiro 14, 2012

Para mamães muito amorosas

O amor de mãe é único. O caráter sócio cultural da maternidade empresta à mãe o dom de santa, a força da casa, e perdoa todos os seus erros. Não quero fazer desta postagem uma crítica e nem um tributo a condição e o amor incondicional que é próprio da natureza humana. E sim falar de fatos.

A criança ao nascer necessita da mãe ou uma(um) substituta (o). Precisa de cuidados, e estímulos (tais como ouvir a voz, ser afagado, etc). Quando aprende o controle dos esfíncteres, e começa a falar, vem o aprendizado de pedir, ou seja, dizer o que necessita. Quando aprende a expressar seus desejos, a mãe pode romper esta condição de ligação simbiótica (nome científico) com a criança. Isto é aconselhado por todos os profissionais de saúde e até por pessoas da família mais informadas. O rompimento da simbiose é o que proporciona a criança o direito de ser uma pessoa. A figura do pai auxilia bastante, pois é a esperança da quebra da relação dual (mãe e filho/filha). O que vemos nem sempre é o esperado.
Vamos analisar...


Nos idos de 1980 fui convidada a supervisionar uma clínica em Teresina, PI, no processo chamado 'Token Economy' e a instalar o processo de comunidade terapêutica. Era  um hospital modelo no Brasil, onde se tratavam  portadores de esquizofrenia, . O modelo teórico seguia Bateson e o duplo vínculo, depois utilizado por terapeutas do mundo inteiro. Leia os links para poder acompanhar o texto.
Respeitando-se o modelo e ao nosso consenso era condição primeira que os pais deixassem os filhos em regime de internato por seis meses.Isto porque haveria uma reparentalizaçao, ou seja, o estabelecimento de vínculos saudáveis para a pessoa. Durante os 3 primeiros anos houve sucesso nos tratamentos, mas os pais passaram a exigir ver mais os filhos, inclusive apelando para a lei, voltando portando atrás em suas decisões do tratamento, e propiciando a regressão a condição de esquizofrenia de seus filhos(as).
A criadora deste procedimento foi Jacqui Schiff, (In Memorian) assistente social e diretora do antigo Cathexis Institute em Oakland, CA, USA (primeiro livro All My Children). Também conduziu uma filial na Índia. Procurei textos sobre o procedimento em português na internet , não os encontrei a gosto. A ideia de que a família pode ser iniciadora de um processo patológico de tal amplitude - e principalmente a mãe - não é algo que se goste de ouvir. A clinica que visitei fechou, o Cathexis fechou, assim como outras clinicas que seguiam o modelo aqui no Brasil.
Filhos e filhas de pais/mães superprotetores, opressores, críticos e/ou ausentes, ciumentos, determinam uma estrutura de ego frágil. A libertação do(a) filho é difícil, porém necessária. Este processo deve se iniciar logo que a criança pode falar, caso contrário terá seu desenvolvimento emocional truncado para o resto da vida. Alguns dos comportamentos do adulto imaturo podem ser vistos e sentidos: dificuldade em fazer amigos, dificuldade em desenvolver a intimidade (compartilhar emoções profundas), dificuldades sexuais, fazer vínculos com colegas de trabalho, superiores, sentir-se fracassado, tender à inveja, competição ou depressão ( a doença mesmo, bipolar ou não), dificuldade em estabelecer parcerias saudáveis em toda a vida de relação incluindo relacionamento amoroso.Estas pessoas dificilmente se separam mesmo que o casamento esteja mal, repetindo situações de infância. Evidente que os pais têm também problemas sérios não resolvidos, senão deixariam que os filhos crescessem.

Ensinar a fazer escolhas e responsabilizar-se por elas, assumir o risco de cada comportamento, isto é um bom ensinamento para tais filhos(as) fragilizados. Mas se inicia na infância, porque depois só com psicoterapia, e com poucas chances de sucesso. Mesmo na terapia a família vai lutar contra o(a) psicoterapeuta. Só a psicologia pode lidar com isto, então o profissional precisa ter seu CRP, a licença de psicólogo e especialização em duplo vínculo ou psicanálise. Alguns médicos psiquiatras também podem ser bem sucedidos no tratamento, como já atestei. Dr. Sully Urbach (In Memorian) foi um deles.
Sem o apoio da família de origem penso que nada poderá ser feito, a não ser que se penalize os pais e/ou substitutos por maus tratos psicológicos,
se se conseguir provar.

Noeliza Lima
CRP 6/505

Quinta-feira, Dezembro 08, 2011

Profissão: a escolha


Esta pergunta invariavelmente nos é dirigida na infancia. A gente responde com profissões do momento. Só que estas escolhas são realmente engendradas aos 14 anos, quando o rol de profissões e sua especificidade mudaram. Há que se respeitar algumas coisas:

1. Qual o seu desejo? 2. Você tem as habilidades para isto? 3. Você tem condições financeiras para realizar seu desejo? 4. Quais as condiçoes do mercado de trabalho? 5. Você está preparado(a) para enfrentar desafios?

FATOS

Os jovens começam a trabalhar mais cedo, por vontade e/ou necessidade. Isto é desejável, visto que ir atrás do seu sustento é necessario ao processo de crescimento pessoal. Observam-se que pessoas que passaram por sofrimentos e desafios são mais providos afetiva e intelectualmete, e mostram mais dinamismo nas entrevistas e exames. Sabem se relacionar no meio de trabalho, e os cursos só estenderão mais estes aspectos internos.Em pesqusas na universidade ou empresas há dados importantes que mostram a diferença entre jovens que estão no mercado de trabalho desde o meio da adolescencia e aqueles que nunca trabalharam. Ainda assim pais e mães pagam os estudos do filho ou filha até o final da universidade, o que é uma pena.
Universidade é uma possibilidade para quem já tem um interesse definido, assim irá estudar consciente deseus desejos e interesses profissionais. Jovens que fazem o colegial e vão direto para o estudo universitário não estão preparados, e correm o risco de perderem a chance de se adestrarem no mercado de trabalho.Foi-se o tempo em que a faculdade preparava o adulto jovem. Não preparava e não prepara. Sem desafios não se cresce. Tem que trabalhar e provar suas habilidades já constituídas desde a infancia. O fto de cursar universidade não é garantia de emprego certo.
As empresas estão dando importancia a estágiarios portanto estágio em uma empresa que possa ter interesse em você é fundamental. Lá você descobrirá mais acerca do seu potencial, interesses, o que auxiliará na escolha de seu futuro profissional.

Concluindo:
 Um curso técnico profissionalizante é uma grande opção, ao invés do colegial. As pessoas já podem desenvolver projetos na escola, trabalhar e ter mais condições de elaborar um plano de vida profissional.

Pode vir a ganhar seu sustento antes de pensar na sua vocação, que é uma palavra inglória nos dias de baixo poder aquisitivo e no mundo competitivo atual.
Se necessitar, busque um(a) psicólogo(a) para definir suas áreas de interesse e sua capacitação. 
As perguntas do início precisam serem respondidas ao seu tempo. Não há pressa para ser um gênio em sua profissão.Além do que a vida é muito mais que sucesso profissional.

Escute, leia, se servir guarde, senão jogue ao vento.








Sexta-feira, Setembro 09, 2011

Página da Mulher


Foi adicionada  a página da Mulher em Informações Especializadas à direita, com varias publicações minhas. Estará sendo modificada com novos artigos e poesias.
Link

Quarta-feira, Setembro 07, 2011

Andar com fé

SINPRO-SP  - Clique aqui, interessante reportagem sobre as expectativas religiosas das pessoas.