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quarta-feira, setembro 24, 2008

Violência e abuso contra a mulher

Foto:fch_fumec


Ação por agressão doméstica não depende de queixa da vítima



Acusados de violência doméstica contra mulheres podem ser processados pelo Ministério Público, independentemente da autorização da vítima. A conclusão, por maioria, é da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, ao considerar que a ação penal contra o agressor deve ser pública incondicionada.

No Recurso Especial ajuizado no STJ, o Ministério Público do Distrito Federal protestava o trancamento da ação penal contra o agressor E.S.O., do Distrito Federal. Após a retratação da vítima em juízo, afirmando não querer mais perseguir criminalmente contra o agressor, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal trancou a ação, afirmando que não haveria justa causa para o seu prosseguimento. Segundo o TJ-DF, os delitos de lesões corporais leves e culposas continuam tendo a natureza jurídica de pública condicionada à representação, pois o sistema processual brasileiro tem regência da unicidade.
"Não havendo a possibilidade jurídica para o prosseguimento da ação penal, em face das disposições do artigo 16 da Lei Maria da Penha, qual seja, a manifestação da vítima perante o juiz de não mais processar o seu companheiro, concede-se a ordem de Habeas Corpus para determinar-se o trancamento da ação penal por faltar-lhe a justa causa", registrou a decisão do TJ-DF.
Na decisão, o tribunal brasiliense ressalvou, ainda, a possibilidade de a vítima, no prazo de seis meses, voltar a exercer o direito de denunciar o agressor.
Para o Ministério Público, no entanto, a decisão ofendeu a Lei Maria da Penha, o Código de Processo Penal e Código Penal. Por isso, solicitou a reforma da decisão, alegando que a ação penal do presente delito tem natureza pública incondicionada, não sendo dependente da representação da vítima.
Em parecer sobre o caso, o Ministério Público Federal observou que a Lei Maria da Penha prescreve, em seu artigo 41, que não se aplica a Lei 9.099/95 (que dispõe sobre os Juizados Especiais Cíveis e Criminais e dá outras providências) aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher. Segundo o Ministério Público Federal, deve ser reconhecido o direito do Estado em dar prosseguimento à ação penal, vez que esta não depende de representação da vítima, devendo ser reconhecida a justa causa para a perseguição criminal do agressor.
A relatora do caso, a desembargadora convocada Jane Silva, concordou com os argumentos e foi acompanhada pelo ministro Paulo Gallotti. Os ministros Nilson Naves e Maria Theresa de Assis Moura divergiram. Em seu voto-vista, o ministro Og Fernandes desempatou em favor da tese do Ministério Público: a ação contra autores de violência doméstica contra a mulher deve ser pública incondicionada.
O mesmo resultado foi adotado para o Recurso Especial 1.050.276, também do Distrito Federal.


Revista Consultor Jurídico, 24 de setembro de 2008
Apoio: www.aprovando.com.br Concursos Públicos e Exames OAB

domingo, setembro 21, 2008

Psicólogos(as) na Internet - o que muda?



Foto de: www1.cml.pr.gov.br




Andando 'pela aí' da vida psicológica do planeta, deparei-me com uma interessante discussão de colegas acerca de nossa imersão na internet. Sugiro a leitura, e incentivo os comentários e/ou !
Sobreviverá o respeito a psicoterapia? Auxilia você estas leituras em blogueiros(as) psy? Será que muda a opinião que cada um tem acerca do(a) psicólogo(a)?

Clique aqui!

sexta-feira, setembro 12, 2008

Psicossomática

Procurando assunto sobre medo, encontrei um tópico interessante onde se comenta o uso do anti depressivo Pondera, cuja substancia é paroxetina (nome genérico para se pedir ao neuropsiquiatra) . Jornalista, o autor revela sua habilidade e talento ao dissertar sobre o assunto. Também chamou-me a atenção a quantidade de comentários ao tópico, vindos de leitores(as) solicitando esclarecimentos, postando suas dificuldades... Trabalhei com medo, raiva, tristeza e suas correlatas durante mais de 30 anos. A psicossomática é um campo vasto, e temos de ficar atentos as mudanças de humor, pois qualquer uma destas emoções, se desorganizadas, podem levar (eu escrevi - podem) a uma depressão e/ou somatizações (as emoções se refletem no funcionamento do organismo como um todo, e podem se ater a determinado(s) órgão (s) provocando uma manifestação física). Gosto sempre de esclarecer que estes eventos são possibilidades, não certezas (quando se fala em doença é preciso deixar isto bem claro). Outra questão informativa é: Até que ponto a disfunção é psicológica? Recebi muitos pacientes oriundos de várias especialidades médicas ( agradeço a quem confiou a mim estas pessoas) com solicitação de psicoterapia, porque - as alergias, dores de cabeça, dores na coluna, pressão alta, obesidade, anorexia - etc - seriam psicológicas. Acredito que os (as) médicos (as) disseram: 'o fundo destas disfunção é psicológico' e as pessoas entenderam que 'a doença era psicológica'. O mecanismo de adaptação do indivíduo se baseia em cérebro, endocrinologia e mente. Um não é mais importante que o outro, todos os tres interagem de forma harmônica. Se há qualquer alteração em qualquer um dos 3, os outros sofrem, são espaços afins, sincrônicos. Compartilham de uma situação complicada. Este conceito é da Universidade de Harvard (1964, acredito), quando se uniram para estudar o comportamento: um neuropsiquiatra, um psicólogo e um endocrinologista, criando o conceito de Medicina do Comportamento *. Atualmente a medicina é integrativa, e a equipe multidisciplinar. Quem se serve da saúde pública e privada conhece o caminhar entre consultórios de várias especialidades. Com isto chega-se a um diagnóstico certeiro. Certamente por este motivo recebi e encaminhei pacientes - de e para outras - especialidades clínicas da saúde. Buscando sempre a avaliação e acompanhamento compartilhados destas áreas, divergindo, concordando, mas principalmente querendo o diálogo e colaboração.

Clique para ponderar (utilizando o trocadilho do Reporter das Coisas).

Post complementar: o sentido do tempo

Nota
: a menção a universidade de Harvard, e o tripé da adaptação humana veio de discussão clínica com um destes médicos com quem mantenho diálogo clínico desde muitos anos: Dr. Antonio Carlos Giampietro - Campinas - SP.

quarta-feira, setembro 10, 2008

Por que usamos a aliança no quarto dedo?


Clique para ler! Não acredito que nunca tinha pensando nisto!...




Foto protegida por D. Autorais: http://canticonovo.blogspot.com/2007_09_01_archive.html

Psicoterapia

Catarina Santos, psicóloga, faz uma reflexão acerca da psicoterapia, muito bem escrita. Adoro a forma como os portugueses se comunicam, este 'cantar em seqüencia' e olhar circunspecto sobre coisas realmente importantes. Confira

domingo, setembro 07, 2008

7 de Setembro de 1822 (e 2008 )

Neste 7 de setembro meu coração balança. Vejo a desolação da falta de valores, ensaio um Castro Alves, leio pela blogosfera, e retorno ao poeta baiano, patriota, guerreiro, que conclamava os jovens a amarem seu país em um tempo em que florescia a esperança. Doces tempos pré republicanos, quando a 'nata' da cultura transpirava renovação.

100 anos após esta poesia, eu desfilava nas ruas de Piracicaba, ao som da fanfarra do Sud Mennucci, com a roupa de gala... alguns anos depois, o desfile do 7 de setembro valia uma noite sem dormir. Justamente no ano em que levei a Bandeira Paulista, tinha ido ao baile da Pátria... mas fiz bonito!

Nosso Hino da Independencia

Música D. Pedro I (1798/1834)
Letra Evaristo da Veiga (1799/1837)

Ao dia sete de setembro


Mancebos, que sois a esperança
Do majestoso Brasil;
Mancebos, que inda tão tenros
Sabeis de louro gentil
Adornar o pátrio dia,
Nosso dia senhoril!


Eis que assomou sobre os montes
Além, sobre a antiga serra,
Entre mil nuvens de rosa,
O dia de nossa terra;
Aquele que para a Pátria
Milhões de glórias encerra.


Foi hoje que o Lusitano,
Que o filho de além do mar,
Despertou com forte brado
A Pátria que era a sonhar,
Que nem sequer escutava
A liberdade a expirar.


E o brado: — "Livres ou mortos"
Lá nos bosques retumbou;
E mais contente o Ipiranga
As suas águas rolou;
E o eco d'alta montanha
Todo o Brasil ecoou.


E as montanhas lá do Sul,
E as montanhas lá do Norte,
Repetiram em seus cumes:
Sempre ser livres ou morte...
E lá na luta renhida
Cada qual luta mais forte.


Sim, nos combates que, ousados,
Travaram cem contra mil,
O mancebo que nascera
Sob este azul céu de anil,
Forte como um Bonaparte,
Batia o forte fuzil.


E cada qual no combate
Ao ribombar do canhão
Queria à custa da vida
Dar à Pátria salvação,
Vingar a terra natal
D'aviltante servidão.


Eia, pois, flores da Pátria,
Esp'rançosa mocidade!
Que os Andradas e os Machados
Do alto da Eternidade
Contentes vos abençoam
No dia da Liberdade.

Bahia, Ginásio Baiano, 7 de setembro de 1861.

Ref.: http://www.revista.agulha.nom.br/calves22.html

quinta-feira, setembro 04, 2008

As Crianças Apoiadas


Eu me lembro, eu me lembro! Era Natal, Praia Grande, 1956. Sim, eu iria ganhar uma Chiquita Bacana, boneca linda estilo barbie, do Papai Noel!... Estava pronta a festa. Minha mãe era uma mulher muito decidida, tinha feito tudo, convidado poucos amigos. Aí meu pai, um ser alegre que povoou minha vida de determinação, amor e bondade, veio com a notícia: "Convidei as crianças do Exército da Salvação'. Eu fiquei contente, éramos poucas crianças nos idos anos 50 , e ficava triste por crianças que não tinham uma família como a minha. Foi muito bom curtir com a criançada um Natal que seria quase que exclusivamente feito de gente adulta. Em nossos relacionamentos inclusivos nunca houve aquele paternalismo de estabelecer diferenças com pessoas diferentes, então penso que todos se sentiram super a vontade.
Hoje, por acaso, (se é que isto existe...) encontrei um dos Exércitos da Salvação - Percebi a importância desta noticia.
Seja padrinho ou madrinha de uma criança. A gente pode ajudar da forma que souber e puder, portanto fica aqui o convite. Clique na foto e verifique a possibilidade...

Obs. As fotos estão disponíveis no site, e escolhi esta.

Ensino a Distancia: Congresso 27-31 de outubro de 2008


I Congresso de Tecnologias na Educação, totalmente on-line e de forma assíncrona, como forma de divulgar os diferentes usos da tecnologia na escola. O objetivo é oferecer um espaço para que professores e pesquisadores de todos os níveis de ensino, usuários das tecnologias em sala de aula ou em pesquisas, possam apresentar seus trabalhos e trocar experiências, que se refletirão na prática pedagógica.
Os trabalhos aceitos para apresentação serão publicados nos Anais do Congresso, na Revista Tecnologias na Educação (ainda em fase de finalização).

Citação

Jung: ...A vida nada mais é do que um hiato. O que fazemos dela, o sentido que damos para ela enquanto vivemos importa mais do que qualquer acúmulo de glória e riquezas materiais.