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domingo, setembro 07, 2008

7 de Setembro de 1822 (e 2008 )

Neste 7 de setembro meu coração balança. Vejo a desolação da falta de valores, ensaio um Castro Alves, leio pela blogosfera, e retorno ao poeta baiano, patriota, guerreiro, que conclamava os jovens a amarem seu país em um tempo em que florescia a esperança. Doces tempos pré republicanos, quando a 'nata' da cultura transpirava renovação.

100 anos após esta poesia, eu desfilava nas ruas de Piracicaba, ao som da fanfarra do Sud Mennucci, com a roupa de gala... alguns anos depois, o desfile do 7 de setembro valia uma noite sem dormir. Justamente no ano em que levei a Bandeira Paulista, tinha ido ao baile da Pátria... mas fiz bonito!

Nosso Hino da Independencia

Música D. Pedro I (1798/1834)
Letra Evaristo da Veiga (1799/1837)

Ao dia sete de setembro


Mancebos, que sois a esperança
Do majestoso Brasil;
Mancebos, que inda tão tenros
Sabeis de louro gentil
Adornar o pátrio dia,
Nosso dia senhoril!


Eis que assomou sobre os montes
Além, sobre a antiga serra,
Entre mil nuvens de rosa,
O dia de nossa terra;
Aquele que para a Pátria
Milhões de glórias encerra.


Foi hoje que o Lusitano,
Que o filho de além do mar,
Despertou com forte brado
A Pátria que era a sonhar,
Que nem sequer escutava
A liberdade a expirar.


E o brado: — "Livres ou mortos"
Lá nos bosques retumbou;
E mais contente o Ipiranga
As suas águas rolou;
E o eco d'alta montanha
Todo o Brasil ecoou.


E as montanhas lá do Sul,
E as montanhas lá do Norte,
Repetiram em seus cumes:
Sempre ser livres ou morte...
E lá na luta renhida
Cada qual luta mais forte.


Sim, nos combates que, ousados,
Travaram cem contra mil,
O mancebo que nascera
Sob este azul céu de anil,
Forte como um Bonaparte,
Batia o forte fuzil.


E cada qual no combate
Ao ribombar do canhão
Queria à custa da vida
Dar à Pátria salvação,
Vingar a terra natal
D'aviltante servidão.


Eia, pois, flores da Pátria,
Esp'rançosa mocidade!
Que os Andradas e os Machados
Do alto da Eternidade
Contentes vos abençoam
No dia da Liberdade.

Bahia, Ginásio Baiano, 7 de setembro de 1861.

Ref.: http://www.revista.agulha.nom.br/calves22.html
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Citação

Jung: ...A vida nada mais é do que um hiato. O que fazemos dela, o sentido que damos para ela enquanto vivemos importa mais do que qualquer acúmulo de glória e riquezas materiais.