Muda-se a cada instante. E nestas passagens, vai se adquirindo aos poucos,com esforço e um pouco de sorte, a humanidade possível. Posto neste espaço reflexões, notícias de psicologia, relacionamento, e andanças pela jornada da vida.
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segunda-feira, agosto 27, 2012
O campo de encontro
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
Entrevista: relacionamento na rede
Amizade on-line ou off line... isto existe? *
Quem é que nunca encontrou ou reencontrou um amigo pela internet, seja pelo Orkut, Facebook ou mesmo pelo Twitter? E quem é que nunca o levou para a vida off line?
A psicóloga Noeliza Bianchini Salomão de Lima garante que a relação que fica apenas na web não substitui a real. “O estímulo, que a amizade oferece, entra na pirâmide de Maslow das necessidades humanas de primeiro grau, junto de alimento e abrigo. Como ela prevê também o toque, é indispensável que haja o contato físico”, argumenta. A relação que fica restrita ao mundo da internet preenche apenas a lacuna que o ser humano tem da pertinência. “Para sanar essa necessidade basta estar inserido em um grupo o qual sente afinidades, o que não envolve a troca de estímulos físicos”, completa. *
Porém, a amizade on-line pode ter a função de completar o círculo de amigos reais. “Quantos colegas que não se viam há anos não se reaproximaram por meio das ferramentas da internet?”, questiona.
Para finalizar, Noeliza alerta os internautas que entram no mundo da web com uma alta expectativa de novos contatos. Essa pode ser uma tentativa frustrada. “Pessoas carentes, com dificuldades de rejeição, problemas não resolvidos e portadores de depressão, são pessoas ‘a beira de um ataque de nervos’. "Algumas surtam psiquicamente ao lidarem com frustrações. Neste caso, a internet pode ser danosa”, orienta a psicóloga.
De forma geral, as relações podem ser intensas tanto na internet como na vida real, e de acordo com a psicóloga, existem banalidades em ambas as formas. “Ter amigos é uma necessidade humana, e qualquer que seja o modo, vale a pena”, finaliza.
domingo, junho 20, 2010
Lições de ir e vir
Estava eu taxiando pela Cidade das Andorinhas (Bela!... Sempre!) e pensando sobre meus atendimentos. De repente, uma exlamação do motorista: "Eu odeio ir para este bairro! E meu carro é marcado, sempre acabam me pedindo para ir pro Botafogo, Guanabara, Castelo". A primeira coisa que pensei foi: 'Bom, acho que é porque é perto demais do ponto dele, e recebe menos...'. Em seguida o Sr.disse: 'Não é pelo dinheiro, é que nunca eu posso ir para outro lugar... outro dia até assustei (continuou). Uma Senhorinha me pediu para ir a Souzas - olha a mulher tinha pouco dinheiro, mas eu levei com prazer!!!'.
Arroubos assim são comuns com a minha pessoa. Achei a princípio um tanto esquisita a falta de sensibilidade do Sr., já que eu infelizmente tinha pedido para ir ao Botafogo... Ao mesmo tempo fiquei pensativa com este destino de 'orelha', que considero um dom, fico contente que as pessoas desabafem comigo. E, reflexiva, despedi-me do meu condutor. Senti que aprendi algo importante naquele dia.
Arroubos assim são comuns com a minha pessoa. Achei a princípio um tanto esquisita a falta de sensibilidade do Sr., já que eu infelizmente tinha pedido para ir ao Botafogo... Ao mesmo tempo fiquei pensativa com este destino de 'orelha', que considero um dom, fico contente que as pessoas desabafem comigo. E, reflexiva, despedi-me do meu condutor. Senti que aprendi algo importante naquele dia.
Hoje considero o fato uma lição que se merece ter a cada dia, mostrando o quanto somos parecidos. Veja só, cada qual com seus sonhos e desejos, compartilhados e vivos no mesmo universo. A humanidade em seu construir torna-nos um pouco mais dignos e unidos no partilhar. Lembrou-me Cecília Meirelles:
'A vida, a vida, a vida
Só é possível re-inventada.'
segunda-feira, setembro 14, 2009
Poll: Por que não tenho par?
Poll: Por que não tenho par?
Enquete para ambos os sexos e todos os gêneros.
Algumas jovens de perto de 30 anos perguntam-se isto.Clique no link para opinar, ou vote direto no menu ao lado direito, um pouco abaixo.
É voto anônimo.
Enquete para ambos os sexos e todos os gêneros.
Algumas jovens de perto de 30 anos perguntam-se isto.Clique no link para opinar, ou vote direto no menu ao lado direito, um pouco abaixo.
É voto anônimo.
quarta-feira, setembro 10, 2008
Por que usamos a aliança no quarto dedo?

Clique para ler! Não acredito que nunca tinha pensando nisto!...
Foto protegida por D. Autorais: http://canticonovo.blogspot.com/2007_09_01_archive.html
quinta-feira, setembro 04, 2008
As Crianças Apoiadas

Eu me lembro, eu me lembro! Era Natal, Praia Grande, 1956. Sim, eu iria ganhar uma Chiquita Bacana, boneca linda estilo barbie, do Papai Noel!... Estava pronta a festa. Minha mãe era uma mulher muito decidida, tinha feito tudo, convidado poucos amigos. Aí meu pai, um ser alegre que povoou minha vida de determinação, amor e bondade, veio com a notícia: "Convidei as crianças do Exército da Salvação'. Eu fiquei contente, éramos poucas crianças nos idos anos 50 , e ficava triste por crianças que não tinham uma família como a minha. Foi muito bom curtir com a criançada um Natal que seria quase que exclusivamente feito de gente adulta. Em nossos relacionamentos inclusivos nunca houve aquele paternalismo de estabelecer diferenças com pessoas diferentes, então penso que todos se sentiram super a vontade.
Hoje, por acaso, (se é que isto existe...) encontrei um dos Exércitos da Salvação - Percebi a importância desta noticia.
Seja padrinho ou madrinha de uma criança. A gente pode ajudar da forma que souber e puder, portanto fica aqui o convite. Clique na foto e verifique a possibilidade...
Obs. As fotos estão disponíveis no site, e escolhi esta.
sábado, julho 19, 2008
Canções de Festivais

Procurando pelo 'Rancho Das Namoradas' deparei-me com este blog maravilhoso de música brasileira. Muitos recursos audio visuais, um deslumbre!...
E por falar nisto...
VISLUMBRE
De ve-lo a reconhece-lo foi um tormento...
Não queria, não podia, não !... sei lá.
Rápida e certa a lembrança de um futuro inevitável.
De ve-lo a des-velo demorou muito... a eterna saga do perdedor apaixonado.
Aquele que sabe que não tem jeito... e salta, e vira, e estrebucha
até cair de quatro na companhia indesejada, insensata, inapropriada
- e já fazem tantos anos... perde as asas, ó fenix maluca...
Apaga o fogo! Desiste. Afinal, você não é pássaro mesmo...
quarta-feira, julho 02, 2008
Educação Emocional
CLIQUE AQUI
Artigo Acadêmico esclarecendo nossas emoções e como facilitar sua expressão.
Temas Atuais em Neuropsicologia e Aprendizagem, São Paulo, Teccmed, 2004
Artigo Acadêmico esclarecendo nossas emoções e como facilitar sua expressão.
Temas Atuais em Neuropsicologia e Aprendizagem, São Paulo, Teccmed, 2004
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
A Doença como Caminho

A DOENÇA COMO CAMINHO
'A Doença Como Caminho', de Thorwald Dethlefsen e Rüdiger Dahlke, trata do conteúdo latente (aquilo que não é conhecido mas existe como significado) associado a vários tipos de doenças e incidentes, os quais, por não conseguirmos trabalhar / montar adequadamente em nossa psique, passam a manifestar - se, então, em nosso corpo, e ao vivenciar no organismo estes conflitos,s egundo os autores, conseguimos superar e integrar seus conseqüentes desafios e ensinamentos.
entendo que este texto pode ser de ajuda se bem utilizado, e seme squecer outros referenciais de bom senso. Solicito que leiam o texto como uma forma de ver a doença, de forma a ter mais um instrumento de saúde.
Continuando,
Por fazerem parte de nossa 'sombra', habitando exatamente nosso inconsciente, e não o consciente, o mais normal é que não aceitemos estar vivendo ou ter alguma coisa haver com quaisquer dos assuntos levantados em relação às perguntas e questões associadas às doenças citadas.
O mais normal é negarmos a existência das situações cogitadas em relação a nossas vidas...
Infecção - um conflito que se materializou
Quem mostra predisposição a inflamações está tentando evitar conflitos. No caso de contrairmos uma doença infecciosa, devemos nos fazer as seguintes perguntas:
1 - Qual o conflito existente em minha vida que até agora eu não vejo?
2 - Que conflito estarei evitando?
3 - que conflito tento fingir que não existe?
Para descobrir que conflito se trata, basta prestar atenção ao simbolismo do órgão afetado ou da parte doente do corpo.
Alergia - uma agressividade que se materializou
A pessoa alérgica deve fazer a si mesma as seguintes perguntas:
1 - Por que não suporto tomar consciência da minha agressividade, e a transfiro para a manifestação corporal?
2 - Quais âmbitos da vida me inspiram tanto medo que procuro evitá-los?
3 - Para que temas apontam os meus alérgenos?
4 - Até que ponto uso minha alergia para manipular o meio ambiente?
5 - Como encaro o amor, qual é a minha capacidade de amar?
Respiração - Assimilação da Vida
No caso de doenças que tenham relação com a respiração, a pessoa doente deve fazer a si mesma as seguintes perguntas:
1 - O que me faz sentir falta de ar?
2 - O que me recuso a aceitar?
3 - O que estou evitando dar?
4 - Com o que não desejo entrar em contato?
5 - Acaso terei medo de dar o passo para uma nova liberdade?
Asma
Perguntas que a pessoa asmática deve fazer a si mesma:
1 - Em que âmbitos da vida quero receber sem dar nada em troca?
2 - Consigo confessar conscientemente minhas agressões? Que possibilidades disponho para expressá-las?
3 - Como lido com o conflito entre a vontade de dominar e a sensação de inferioridade?
4 - Quais setores da vida valorizo e quais rejeito? Posso sentir algo do medo que fundamenta meu sistema de valores?
5 - Quais setores da vida procuro evitar por considerá-los sujos, baixos, ignóbeis?
Não se esqueça: Sempre que se sente uma limitação, ela de fato é medo! O único modo de combater o medo é expandindo-se. A expansão ocorre se a pessoa deixar entrar aquilo que até agora rejeitou!
Males Estomacais e Digestivos
No caso de males estomacais e digestivos, devemos nos fazer as seguintes perguntas:
1 - O que não posso ou não quero engolir?
2 - Algo está me moendo por dentro?
3 - Como lido com meus sentimentos?
4 - O que me deixa tão azedo?
5 - Como expresso a minha agressividade?
6 - Como fujo dos conflitos?
7 - Existe em mim alguma saudade reprimida de um paraíso infantil, livre de conflitos, em que eu só seja amado e cuidado, sem precisar me esforçar para nada?
Doenças Hepáticas
A pessoa que sofre do fígado deve fazer a si mesma as seguintes perguntas:
1 - Em que âmbitos perdi a capacidade de fazer uma avaliação e uma discriminação corretas?
2 - Onde é que não consigo mais decidir entre aquilo que posso suportar e aquilo que é um 'veneno' para mim?
3 - Em que sentido ando cometendo excessos? Até que ponto estou 'voando alto demais' (ilusões de grandeza) e onde venho ultrapassando os limites?
4 - Acaso me preocupo comigo mesmo e com o âmbito da minha 'religio', de minha religação com a fonte primordial? Ou o mundo da multiplicidade está impedindo minha percepção intuitiva? Os temas filosóficos ocupam uma parte muito pequena na minha vida?
5 - Confio nos outros?
Doenças dos Olhos
Quem tiver problemas com os olhos, ou seja, com a visão, deve em primeiro lugar abandonar por um dia seus óculos (e/ou lentes de contato) e viver conscientemente a situação honesta de vida criada pelo fato.
Depois desse dia, deve fazer um relatório honesto, descrevendo o modo como viu o mundo e as experiências que teve, o que pôde e o que não pôde fazer, no que foi impedido pela falta de visão, como lidou com o ambiente exterior etc. Um relatório como esse deve fornecer-lhe material suficiente para poder conhecer melhor sua personalidade, seu mundo e seu modo de ser.
Essencialmente, deve responder às seguintes perguntas:
1 - O que não desejo ver?
2 - Minha subjetividade tem impedido meu autoconhecimento?
3 - Deixo de ver a mim mesmo nos acontecimentos?
4 - Uso a visão para obter uma percepção mais elevada?
5 - Tenho medo de ver os contornos rígidos (definidos) das coisas?
6 - Posso suportar, afinal, ver as coisas como elas são?
7 - Qual o âmbito de minha personalidade de que procuro desviar o olhar?
Doenças do Ouvido
Quem tem problemas com os ouvidos, ou seja, com o ato de ouvir, deve de preferência fazer a si mesmo as seguintes perguntas:
1 - Por que não estou disposto a prestar atenção ao que os outros dizem?
2 - A quem ou a que não desejo obedecer?
3 - Há equilíbrio entre os dois pólos de minha personalidade, o egocentrismo e a submissão?
Dores de Cabeça
Quem sofrer de dores de cabeça o tiver enxaquecas deve fazer a si mesmo as seguintes perguntas:
1 - Com que estou 'quebrando a minha cabeça'?
2 - O 'em cima' e o 'embaixo' estão num equilíbrio dinâmico dentro de mim?
3 - Estou me esforçando demais para subir? (cobiça)
4 - Sou um cabeçudo e tento derrubar os obstáculos com a cabeça?
5 - Tento substituir a ação pelo pensamento?
6 - Estarei sendo honesto no que se refere aos meus problemas sexuais?
7 - Por que transfiro o orgasmo para a cabeça?
Doenças de Pele
Quem teve afecções cutâneas deve fazer a si mesmo as seguintes perguntas:
1 - Acaso estarei me isolando demais?
2 - Qual é a minha capacidade de estabelecer contatos?
3 - Por trás da minha atitude defensiva não haverá um desejo de intimidade?
4 - O que será que deseja atravessar os limites a fim de se tornar visível (sexualidade, desejo, paixão, agressividade, satisfação)?
5 - O que é que de fato está 'coçando' dentro de mim?
6 - Acaso resolvi viver no ostracismo?
Doenças Renais
Quando temos alguma coisa nos rins devemos fazer a nós mesmos as seguintes perguntas:
1 - Quais problemas me afligem no âmbito conjugal?
2 - Acaso tenho tendência a estagnar na projeção e, desta forma, a considerar os erros do meu parceiro como problemas que só dizem respeito a ele?
3 - Deixo de ver a mim mesmo no modo como o meu parceiro se comporta?
4 - Ando me apegando a velhos problemas e, deste modo, interrompendo o fluxo do meu próprio desenvolvimento?
5 - A que salto para o futuro meu cálculo renal está tentando me estimular?
Os males da Bexiga
Doenças na bexiga sugerem as seguintes perguntas:
1 - A quais âmbitos me apego, embora ultrapassados, e só à espera de serem eliminados?
2 - Em que ponto me coloco sob pressão e a projeto para os outros (exames, o chefe)?
3 - Que assuntos gastos devo abandonar?
4 - Por que choro?
Doenças Cardíacas
No caso de perturbações e doenças cardíacas devemos fazer as seguintes perguntas:
1 - Há equilíbrio entre meu coração e minha cabeça, entre a compreensão e o sentimento? Eles estão em harmonia?
2 - Dou espaço suficiente para meus próprios sentimentos, me atrevo a demonstrá-los?
3 - Vivo e amo de todo coração ou apenas participo, sem grande entusiasmo?
4 - Minha vida transcorre num ritmo animado ou a forço a dotar um ritmo rígido?
5 - Ainda há combustível e explosivos suficientes em minha vida?
6 - Tenho escutado a voz de meu coração?
Distúrbios do Sono
A insônia deve servir de motivo para se fazer as seguintes perguntas:
1 - Até que ponto dependo do poder, do controle, do intelecto e da observação?
2 - Acaso posso me desapegar?
3 - Como desenvolvo minha capacidade de entrega e minha sensação de uma confiança básica?
4 - Acaso me preocupo com o lado sombrio da minha alma?
5 - Quão grande é o meu medo da morte? Já me reconciliei o suficiente com ela?
Uma necessidade exagerada de dormir suscita as seguintes questões:
1 - Ando fugindo da atividade, da responsabilidade, da conscientizaçã o?
2 - Vivo num mundo quimérico e tenho medo de acordar para a realidade da vida?
Lista das Correspondências Psíquicas dos Órgãos e Palavras-chave para as Partes do Corpo
Bexiga - Pressão, desapego
Boca - Disposição para receber
Cabelos - Liberdade, poder
Coração - Capacidade de amar, emoção
Costas - Correção
Dentes - Agressividade, vitalidade
Estômago - Sensação, capacidade de absorção
Fígado - Avaliação, filosofia, religião
Gengivas - Desconfiança
Intestino delgado - Elaboração, análise
Intestino grosso - Inconsciente, ambição
Joelhos - Humildade
Mãos - Entendimento, capacidade de ação
Membros - Movimentos, flexibilidade, atividade
Músculos - Mobilidade, flexibilidade, atividade
Nariz - Poder, orgulho, sexualidade
Olhos - Discernimento
Ouvidos - Obediência
Órgãos genitais - Sexualidade
Ossos - Firmeza, cumprimento das normas
Pele - Delimitação, normas, contato, carinho
Pênis - Poder
Pés - Compreensão, firmeza, enraizamento, humildade
Pescoço - Medo
Pulmões - Contato, comunicação, liberdade
Rins - Parceria, discernimento, eliminação
Sangue - Força vital, vitalidade
Unhas - Agressividade
Vagina - Entrega
Vesícula biliar - Agressividade
A Depressão
Depressão é um termo geral para um quadro sintomático que vai de um mero sentimento de abatimento até uma perda real da motivação para viver, ou a assim chamada depressão endógena, que é acompanhada de apatia absoluta. Ao lado da inibição total das atividades e de uma disposição abatida de ânimo, encontramos na depressão sobretudo um grande número de sintomas colaterais físicos, como cansaço, distúrbios do sono, falta de apetite, prisão de ventre, dores de cabeça, taquicardia, dores na coluna, descontrole menstrual nas mulheres e queda do nível corporal da energia.
A pessoa depressiva é atormentada pela sensação de culpa e vive se auto-repreendendo; está sempre ocupada em voltar às boas (fazer as pazes) com tudo.
A palavra depressão deriva do verbo latino deprimo, que significa 'subjugar' e 'reprimir'.
A questão que surge de imediato se refere ao que a pessoa deprimida sente, se está sendo subjugada ou se está de fato reprimindo alguma coisa. Para responder à questão temos de considerar três âmbitos relativos ao assunto:
1 - Agressividade: Num trecho anterior do livro dissemos que a agressividade que não é exteriorizada acaba por se transformar em dor física. Poderíamos completar essa constatação ao dizermos que a agressividade reprimida leva, no âmbito psíquico, à depressão.
A agressividade cuja manifestação é impedida, bloqueada, volta-se para dentro de tal forma que o agressor acaba por tornar-se a vítima.
A agressividade reprimida acaba sendo responsável não só pela sensação de culpa, mas também pelos inúmeros sintomas colaterais que a acompanham, com seus vários tipos de sofrimento. Já dissemos, num momento anterior, que a agressividade é tão-somente uma forma específica de energia vital e de atividade. Sendo assim, aqueles que ansiosamente reprimem seus impulsos agressivos reprimem ao mesmo tempo toda sua energia e atividade. Embora a psiquiatria tente envolver as pessoas deprimidas em algum tipo de atividade, elas simplesmente acham isso uma ameaça. De forma compulsiva, elas evitam tudo o que possa suscitar desaprovação e tentam ocultar seus impulsos destrutivos e agressivos, vivendo de maneira irrepreensível.
A agressividade dirigida contra a própria pessoa chega ao auge no caso do suicídio. Tendências suicidas sempre são um alerta para que observemos a quem são dirigidas de fato as intenções assassinas.
2 - Responsabilidade: À exceção do suicídio, a depressão sempre é, em última análise, um modo de evitar responsabilidades. Os que sofrem de depressão já não agem; meramente vegetam, estão mais mortos do que vivos. No entanto, apesar de sua contínua recusa em lidar de forma ativa com a vida, os depressivos são acusados pela responsabilidade que entra pela porta de trás, ou seja, por sues próprios sentimentos de culpa. O medo de assumir responsabilidades passa para o primeiro plano exatamente quando essas pessoas têm de entrar numa nova fase da vida, tornando-se bastante visível, por exemplo, na depressão puerperal.
3 - Recolhimento - solidão - velhice - morte: Estes quatro tópicos intimamente relacionados servem para resumir as áreas mais importantes dos três temas anteriores, mostrando quais são os nossos pressupostos básicos para refletir sobre eles. A depressão provoca o confronto dos pacientes com o pólo mortal da vida. As pessoas que sofrem de depressão são privadas de tudo o que de fato está vivo, como o movimento, a mudança, o companheirismo e a comunicação.
Em sua vida, é o pólo oposto que se manifesta, ou seja, a apatia, a rigidez, a solidão, os pensamentos voltados para a morte. Na verdade, embora esse aspecto mortal da vida seja sentido com intensidade na depressão, ele nada mais é do que a própria sombra do paciente.
Nesse caso, o conflito está no fato de a pessoa deprimida ter tanto medo de viver como de morrer. A vida ativa traz consigo uma culpa e uma responsabilidade inevitáveis e esses são sentimentos que o deprimido faz questão de evitar. Aceitar responsabilidade é o mesmo que abandonar todas as projeções e aceitar a própria singularidade, ou o fato de estar só. Personalidades depressivas, no entanto, têm medo de fazer isso e, portanto, precisam apegar-se aos outros. A separação que, por exemplo, a morte de pessoas íntimas lhes impõe, pode servir de estímulo para a depressão.
Os depressivos são, antes de mais nada, abandonados por conta própria, e viver por conta própria, assumindo responsabilidades, é a última coisa que querem fazer. Ter medo da morte é um outro fato que não lhes permite suportar a condicionalidade da vida. A depressão nos torna honestos: ela revela a nossa incapacidade tanto para viver como para morrer.
Causas das Doenças segundo este pensamento
AMIGDALITE: Emoções reprimidas, criatividade sufocada.
ANOREXIA: Ódio ao externo de si mesmo.
APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.
ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.
ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.
ASMA: Sentimento contido, choro reprimido.
BRONQUITE: Ambiente família inflamado. Gritos, discussões.
CÂNCER: Mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.
COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.
DERRAME: Resistência. Rejeição a vida.
DIABETES: Tristeza profunda.
DIARRÉIA: Medo, rejeição, fuga.
DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de autovalorizaçã o.
ENXAQUECA: Medos sexuais. Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.
FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro.
FRIGIDEZ: Medo. Negação do prazer.
GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.
HEMORROIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.
HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças
INSONIA: Medo, culpa.
LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.
MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio.
NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.
PELE (ACNE): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.
PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida.
PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.
PRESSÃO BAIXA: Falta de amor em criança. Derrotismo.
PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro suficiente.
PULMÕES: Medo de absorver a vida.
QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.
RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas.
REUMATISMO: Sentir-se vítima. Falta de amor. Amargura.
RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição.
RINS: Crítica, desapontamento, fracasso.
SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.
TIREÓIDE: Humilhação.
TUMORES: Alimentar mágoas. Acumular remorsos.
ÚLCERAS: Medo. Crença de não ser bom o bastante.
VARIZES: Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado.
Fonte:
Livro 'A Doença Como Caminho', de Thorwald Dethlefsen e Rüdiger Dahlke
Foto: http://www.fotosearch.com.br/fotos-imagens/depress%C3%A3o.html / adolescente, menino, sentando, cabeça, baixo, escola, ginásio / RF Royalty Free
sexta-feira, dezembro 07, 2007
segunda-feira, janeiro 29, 2007
O Senhor dos Nós

Ref.= http://www.2regiao.apac.org.br/pesquise/nos/nos.html]
Segundo Brandão (1993), Hefhaistos ou Hefestos, foi gerado só por Hera, em desafio a seu esposo Zeus. Ressentida contra o esposo, talvez transferindo este ressentimento para o filho, assim que este nasceu jogou-o montanha abaixo. Ao por - do - sol, Hefestos caiu na Ilha de Lemnos, onde foi recolhido por seus habitantes, mas ficou aleijado, mancando de ambas as pernas. Amparado por seus parentes adotivos e criado numa caverna bastante profunda, o deus fez sua aprendizagem de vida trabalhando o ferro, o bronze e os metais preciosos, tornando-se o mais engenhoso dos filhos do céu ( Terzis, 2000).
Não conseguindo superar as condições de seu nascimento, e para vingar-se de sua mãe, enviou-lhe um trono de ouro, delicadamente trabalhado. Hera ficou maravilhada. Ao sentar-se, porém, ficou presa, sem que nenhum dos deuses conseguisse libertá-la, porque só o ourives divino conhecia o segredo de atar e desatar. Com isto, ficou conhecido como o Senhor dos Nós. ( a ser comentado em próximo post)
Em outra versão popular do mito, foi Zeus que jogou Hefestos montanha abaixo. Ao considerar esta versão, o trono dos nós seria uma forma de guardar a mãe Hera para si, uma forma arcaica de se vincular à mãe, ou seja, a indiferenciação afetiva com a mãe.
Trono de amor e de ódio
Laços de crescimento, sendo de estímulo e sustentação
E
Laços que prendem, de estagnação e involução?

Esqueletos de casal são encontrados em eterno abraço
ROMA (Reuters) - Pode chamar de abraço eterno. Arqueólogos na Itália descobriram um casal abraçado enterrado entre 5.000 e 6.000 anos atrás.
"É um caso extraordinário", disse Elena Menotti, que liderou a equipe nas escavações perto da cidade de Mantova, norte do país.
"Não foi descoberto um enterro de casal do período Neolítico, muito menos duas pessoas se abraçando -- e ambos estão realmente se abraçando".[...]...
Veja a notícia Referências.
Referências
Brandão, Junito. Mitologia grega. Vol. 1. Petrópolis. Ed. Vozes. 1993.
Terzis, A. O Simbolismo na Mitologia Grega, Disciplina da Pós Graduação em Psicologia Clínica - PUCCAMP, 2000.
Notícia do casal:http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2007/fev/06/336.htm
sábado, janeiro 27, 2007
Pontes

Wikipédia - procure por pontes.
Estava sem inspiração... na verdade estava construindo dentro de mim alguma coisa que me apareceu hoje como ponte . Uma visualização do que tenho ouvido e visto por pessoas, individualmente ou em grupo. Certamente se prestei atenção é porque tem algo a ver com meu 'eu consciente já se tornando consciente'.
Nestas duas semanas plenas de 'basura' ambiental/ institucional, é no mínimo esperançoso construir-se pontes. Também na solidão de cada um, aquela ''solitude vespertina' das 6 da tarde... a gente quer estar junto. Uma certa melancolia pós Globo Repórter, sexta, dia 26/01/07. Estive trabalhando no Piauí em meados de 80 na Clínica Eric Berne, de reparentalização de esquizofrenicos, um método desenvolvido por Jacqui Schiff (in Memorian), USA, e incrementado durante alguns anos em Teresina, por Marcelo M. Machado Lopes, psiquiatra residente e bastante atuante hoje em Belo Horizonte - MG. Quando estive na clínica não se falava de serras ou relíquias descobertas do início da vida humana no planeta. Conheci isto sim, a caatinga selvagem, em um sítio da família, e é linda. A caatinga selvagem é uma especie de mata que só existe lá. É prima da caatinga nordestina, exuberante e permissora de espécies maravilhosas de pássaros e animais(ver conteúdo em Globo Repórter: sexta, dia 26/fev./07)). Isto me basta para voltar meu repúdio ao Ibama, que protege o desmatamento indiretamente, já que concordou com o projeto da empresa responsável pela construção de cerca de 3000 km em fornos ao longo de uma região de mata do Piauí. No fundo seria tão bom se fôssemos responsáveis inteiramente, sem nossas amarras inconscientes (micro bioética), e sem amarras econômico/sociais (média bioética) para mandar em nós mesmas (os) e no nosso país (macro bioética). Para uma professora de administração é necessário que se coloque como funciona a visão no mundo interior, no mundo externo e no mundo social. Assim, os 3 mundos se entrelaçam. Evidente que uma sociedade que se cala perante o problema do nosso clima, educa futilmente seus membros e proibe a expressão de prazer autentico, como a espontaneidade e a raiva, e da vida no que há de mais básico, como a água, o abrigo e o alimento. A coerência é necessária, seja no interior de nossos pensamentos, seja na nossa casa, seja no nosso país.Funciona aqui a lei do Interdito (Lacan, psicanalista)na qual o governo e as empresas coibem a vida através deste ridículo investimento em tecnologia não especificada, ao invés de cortar gastos e investir em educação... Alguns pais e mães consideram ainda que devem oferecer aos filhos uma formação superior por ser seu dever, quando o dever familiar é o de educar um ser humano para ter a consciência necessária para viver em um mundo de contrastes e confrontos. Que eu saiba, salvo alguns talentos que nascem com a ética no coração, a maioria das crianças precisa descobrir por si mesma o custo de ter uma boa vida. E os pais devem incentivar esta autonomia. Em Lacan, o Pai funciona como regulador de nosso Desejo (que seria viver com a mãe no paraíso do prazer)funcionando como a dura e construtiva realidade. Gosto muito deste pensador contemporâneo por trabalhar com metáforas tão bem e dar nome a elas de uma forma de alto conteúdo filosófico. Questão de afinidade,e se vc. olhar meu memorial na primeira postagem entenderá melhor o meu ser.
'Na verdade estas proibições existem dentro da gente, pela falta de opção entre o 'antigo' e o 'novo'. Temos capacidade para entender e trabalhar em direção a tantas metas. Entretanto, a liberdade é um sonho e suas metáforas aparecem desde Superman, perpassa pelas tartarugas ninja e Cinderela, um bumbum siliconado,um diploma reconhecido, um emprego, uma boa aposentadoria. Ou lutar para que nossas reservas naturais não sejam comercializadas pelos poderosos( que poder jurássico!).
Liberdade é poder! Ser alguém. E a gente vai se confundindo entre metas e metas, e se perde para se achar depois curtindo o anonimato, seja por idade avançada, seja pela morte, seja por se sentir inferior, ou por discrimação social mesmo.
NOS BASTIDORES DO EU
O insconsciente é nossa inspiração e é também nosso caldeirão de feiticeiro. Eu pessoalmente gosto de deixar que me conduza. Fui criada sentindo o sabor de cada conquista de meus pais e familiares. Precisei merecer meus livros e diplomas através da luta. Educar não é facilitar, é incentivar a trabalhar, perseverar e ganhar. O poder é um talento, e é aprendido a duras penas. Como envaidece, subjuga e o portador do poder extrapola. Ao invés do poder e da possibilidade serem irmãos, forma-se um aparente antagonismo. Individualmente, se há o incentivo para conseguir, socialmente existe o incentivo a malandragem. Discordantes, incoerentes, o que faz dos jovens pessoas confusas se não têm dentro de si uma estrutura forte. O respeito a si mesmo há que ser conquistado, não é dado. Primeiro a gente tem que admirar, para respeitar. Podemos pensar diferente, e é no respeito mútuo que existe a ponte, e esta ponte se chama Confiança.
Os sentimentos todos são aprendidos, assim pode-se aprender a conseguir, a lutar, a confrontar, a se defender, a vencer. Também pode-se aprender a mentir, a roubar, a manipular, a se drogar, a desrespeitar.
Um grande amigo já falecido e excelente terapeuta, dizia: NO DESCONECTE. Evidente que não era para ficar conectado à internet, rsrs. NÃO SE AFASTE . A nossa possibilidade de sobrevivência é estar ligado as pessoas com as quais tivemos, e temos afinidade. Seres humanos saudáveis precisam manter a possibilidade de aproximação em nome de um ideal comum e que valha a pena.
As vezes a pessoa se sente só, desanimada, de viver situações que não gosta, e se isola cada vez mais. Torna-se desconfiada em relação a sua capacidade, beleza, e necessita ter seus iguais por perto, para saber que existe, que é importante, e continuar seu caminho. Expressar-se sempre e descobrir novas pessoas com quem se sente a vontade, abrir seu leque, desbravar caminhos. APESAR DE ter se magoado com determinada pessoa, ou ter razões para ficar no seu canto, parar de exercer suas funções de cidadão, etc. A afinidade acontece e não pode ser desprezada, por medos, brigas, divergencias outras. E veja que nem falo de romance. Estou falando de manter a admiração, o respeito, por si e pelos outros (aqueles que você já sabe que são respeitáveis) e evidentemente pela nossa terra, pelo nosso planeta. Impossível respeitar sem admirar. A vida se torna um verdadeiro milagre, e coisas novas acontecem. Grupos baseados em respeito mútuos não se magoam, não destroem árvores, não entram em corrida de poder desenfreado. Além disto, a vida da gente se abre.
Tem pontes que além de fornecer passagem, também deixam passar por mar. É como uma cruz. É a Golden Gate, em San Francisco. Bonito, neh?
Referências:
A foto da ponte acima está na wikipédia brasileira, é muito antiga, chamada Ponte Romana, entre em busca lá.
O link da foto fornece informações sobre o filme As pontes de Madison, da última década, e importante para quem quer permanecer perto de quem tem afinidade.
Para ver a Montanha Vermelha do Piauí, que faz parte de uma região única no planeta, a caatinga selvagem, veja o arquivo do Globo Repórter, ou procure no Google, deve ter.
Como dizia o saudoso colunista Ibrahim Sued: 'Ademain, que eu vou em frente'.
domingo, dezembro 31, 2006
Feliz Ano Novo!
TUDO LIMPO E CLARO
(do lado de baixo do Equador)
Noeliza Lima/99
Comida na mesa, roupa branca, algo novo.
Neste ano, dizem, um vermelho prá paixão,
amarelo e laranja – o Sol no coração.
Antigo ritual, novos símbolos...
No Livro Sagrado ... branco é festa, vinho é alegria:
"Veste branco, e bebe do teu vinho com a mulher que amas..." (Ecles.?)
Se não tens, arruma uma prima, ou primo
Lasca-lhe um beijo, porque 'tudo vale a pena
(Como diz o poeta), se a alma não é pequena'!
Comas os caroços de uva,não esqueças os 3 pulinhos
(por causa de São Longuinho)
Assim tu não te perdes dos teus caminhos.
Mas nada acontece, viu,
Se não tens dentro do peito
a mortal, pecaminosa, histérica
Paixão -
Sabes o que é, não? Se não sabes, pressentes...
É aquele bichinho que fica roendo a gente
até a gente fazer o que tem vontade.
Ah, sentir um enamoramento total e desenfreado,
esta centelha, que não é asiática,
mas transcende o sofrimento e a dor.
e desabrocha em criação e energia.
A Pietá de Michelangelo - que o diga!...
Ou Va Pensiero, de Verdi
Ou o prato que tu fizeres. ..
Não tenhamos medo neste ano de grandes desafios.
Sejamos inteiros, sinceros, humildes (de humus)
e aproveitando, neste material de nascimento,
depositemos nossa gratidão por esta viagem.
Certamente além da imaginação :- a vida.
E na meia noite, olhes uma estrela dourada.
Não é a de Belém - é a tua e é minha também.
Tu vais ouvir, bem baixinho, e constante,
mais que uma ordem, um pedido
(que já me chegou de um caro amigo)
' por favor... SEJA FELIZ! '
NOTA
Para ler meu percurso, sugiro que clique em archives, aparecem todas as postagens, incluindo minha apresentação e os cursos e palestras que faço. Se pedirem para vc. se registrar, faça-o. Este blogger não tem vírus e é grátis.
sábado, dezembro 16, 2006
CHEIRINHO DE NATAL

Há uma publicação de Mário de Andrade [no final deste artigo] que me deixou com água na boca para escrever sobre ceias familiares. Gostaria de ter a lembrança de uma só ceia de Natal com meus 'queridos' que longe estão... para deixar gravado um só instante do nosso espírito de Natal. Foram tantas tão boas.... No Natal a gente ficava em nossa casa, e a ceia era às 22 hs. Na maior parte das vezes, na nossa família, cada unidade familiar ficava no próprio lar. As vezes íamos cumprimentar os familiares que provávelmente estariam no casarão, a poucos metros. Ou no dia de Natal nos encontrávamos.
Dizem que hoje o Natal é puro consumismo. Sem dúvida é o que se vê em um primeiro momento. As coisas mudam, e o espírito é o mesmo. Tem gente que não gosta do Natal justamente por achar que é uma instituição, e é mesmo. Então o que faz o Natal? Não é a data,nem a instituição deste dia. É um acontecimento que faz com que brote a lembrança do aconchego da infância, do carinho dos pais, é a internalização do amor que surge para os adultos como o espírito de Natal.
Queremos então agradar às crianças, ficamos nostálgicos, e super agitados, o que pode acarretar quadros psicossomáticos. A criança fica tão estimulada, que não raro, os pediatras nesta época são procurados. Também quem interioriza o espírito de Natal, como eu, fica sujeito a tristeza... porque afinal, já perdemos tantas pessoas. A dica é: montar a árvore, a ceia, e lembrar-se muito de tanto amor.
Tudo que está para ser resolvido fica para o ano que vem. Quantas conversas são adiadas, o que deve ser útil, pois neste clima é difícil ter-se a serenidade para resolver coisas íntimas. No Natal não se separa, muito pelo contrário, as pessoas que estão separadas tendem a se procurar e ficarem juntas.
Vários reencontros são comemorados no Natal, noivados, e outros compromissos. No Natal 'cai a ficha' do que é importante, para os mais conservadores. Em termos de comportamento melhor ter um lenço a disposição, para eventuais 'crises'. Ficamos muito vulneráveis.
Cada qual segue o ritual familiar que é a base do sentimento do Natal da nossa infancia.
Por via das dúvidas é bom colocar já um ramo de videira ou uma parecida em cima da porta de entrada e dar um jeito de beijar a companheira (ou a eleita). É um costume antigo... tomar um licor Strega com o(a) parceiro(a) no mesmo copo é vital (lenda da Calábria).
E tenha um lindo Natal, compartilhar da ceia da vida é um presente de Deus.
Link: http://www.releituras.com/marioandrade_natal.asp
som: http://wilstar.com/xmas/xmasjuke.htm
PRESENTE DE NATAL

Pantocrátor da Igreja da Virgem. Mosaico Mosteiro de Dafne (localidade situada entre Atenas e Elêusis) . Aprox. 1100 d.C
Passei o ano como todo mundo, na lida ( ' na lida da vida dos olhos seus', do Chico? IMagina, .... )Abri a agenda quase destroçada e vi pela primeira vez que ela tem sentenças sábias na parte de baixo.
Uma me impressionou sobremaneira: 'Deus aparece nas coincidências'.
Conforme a gente vai adentrando na vida, percebe que realmente a vida parece um revoar de abelhas que se encontram por acaso até a nova e profunda evidência). Isto sugere mesmo uma ordem natural das coisas, ditada por uma consciência caótica, onde tudo volta ao mesmo lugar. Assim, cada coincidência parece mágica. Na adolescência minha prima e eu achávamos que estas coisas sugestivas eram um 'sinal' do destino.
Evidente que hoje a situação é outra, e a percepção mais apurada demonstra que esta ordem adquire o aspecto de divino na medida em que nos possibilita o encontro com fatos realmente importantes. Não estou aqui para citar, e sim para contar um fato comovente, que me aconteceu no mesmo dia em que 'acordei' para os ditados da agenda.
Em um táxi, no trânsito insuportável e quente(não entendo como o prefeito resolveu consertar os canos da Delfino Cintra justo agora) o motorista ficou parado no cruzamento da Francisco Glicério com a Conceição, de forma meio esquisita. Comecei a rir, lembrando que meu pai uma vez foi pego deste jeito por um guarda. E disse ao condutor: 'O Sr. está me lembrando quando vinha aqui, ainda morando em Rio Claro.' Ia contar a história, quando percebi que ele estava ficou meio 'passado' (sabe, aquele olhar de 'fixo no tempo'). Quem me conhece sabe que sou 'conversadeira', então vamos ao final da experiência.
O motorista tinha sido instrumentista de banda de famosos cantores da Velha Guarda. Naquele momento lembrou-se (no meu entender reviveu) um baile no final dos anos 60, em Rio Claro, baile este em que eu acompanhei minha doce tia Dodinha, que era fã do cantor ( e eu também gosto muito de cantores mais antigos). Era o mesmo baile!...
Durante menos de um minuto eu e um estranho estivemos 'muito além de Chronos', ele tocando numa banda super famosa, e eu, me vendo dançar - no mesmo salão de baile, onde estivemos no mesmo dia, cada qual na sua trajetória. Depois disto, só restou dizer: 'É... que bom a gente se conhecer mais de 30 anos depois e poder lembrar do baile.... '.
Desejo a você, também, momentos encantados. Clique para conhecer o cantor: http://www.franciscopetronio.com.br
Noeliza B. de Lima, dez. 2006.
Citações:
A lida da vida dos olhos seus: Bom Tempo - Chico Buarque.
Sobre as abelhas: : O Despertar dos Mágicos.
domingo, dezembro 03, 2006
DICAS - INVEJA E ADMIRAÇÃO

© Biblioteca Nacional Digital - ContentE v.1.4 - 2006-09-11T20:02:53
+ SOBRE INVEJA E ADMIRAÇÃO
Para haver amor são necessários: admiração, confiança, respeito. Em um relacionamento um-um, ou seja, de duas pessoas, sejam amigos ou casal, à medida em que a gente vai se conhecendo, a primeira coisa que sentimos é admiração. Da admiração vem o respeito, e do respeito vem a expectativa de confiança, que vai trazer a possibilidade de uma ligação mais sólida.
No artigo abaixo, de Gikovate, é colocada a idéia de que a inveja seria uma consequência da admiração, do ponto de vista de quem a sente, mas também se vê como uma pessoa menor que a outra, uma pessoa que não possui alguma qualidade que a outra tem. Isto desperta a inveja. [Se necessário releia o último post].
Pelo tempo em que tenho vivido, observo que as pessoas de forma geral se relacionam com a auto estima baixa. Uma parte consegue sentir admiração. Outra parte sente inveja. Tem que ficar claro que muitas vezes isto não é consciente. Alguém pode sentir inveja sem saber, em liguagem comum dizemos que a pessoa não tem má intenção. A inveja se converte muitas vezes em observações exageradas a respeito das qualidades da outra. Ou então podem ser críticas descabidas, daquele tipo que um observador consegue as vezes perceber que a implicãncia é inveja. De onde vem o ditado: 'Quem desdenha quer comprar'. Quem admira alguém não é de ficar fazendo elogios a toda hora. Fala direto para a pessoa: 'Eu admiro seu comportamento', e uma vez só. Elogios descabidos são inadequados e sugerem que de alguma forma a pessoa admirável mexe com os sentimentos do(a) admirador(a).
Não é incomum alguém negar sua admiração também. Geralmente são pessoas que não conhecem bem seus sentimentos.
De toda forma, aprender a lidar com a inveja é saudável e indicado, já que o mundo é competitivo. Quem inveja está competindo com o invejável. A sua baixa auto estima (gerada na infancia) faz com que projete alguma falha na outra pessoa, porque é muito difícil enxergar o que está lhe faltando. Se olhasse direito para si veria que talvez nada lhe falte, talvez só a capacidade de aprender a ser diferente e conseguir o que necessita para se sentir bem consigo mesma(o).
Por isto o artigo do Gikovate é importante. Chega no âmago da questão. Todos somos capazes de investir no que queremos, seja um amor ou um emprego diferente. Entretanto nos faltam as vezes recursos de 'o que' e 'como' conseguirmos nossas metas. Fala também o óbvio : o poder é um caldeirão fervente que queima e queima a humanidade que existe dentro de cada um. Passamos a ser vorazes, ter altas expectativas, querer corresponder ao que o grupo social quer da gente (poder e mais poder). Entretanto a vida é assim atualmente. Há que se aprender a relfetir sobre o que queremos e se isto é essencial para nossa vida. Como 'qualidade de vida' - isto é essencial. Quando se descobre o que a gente quer e o que é essencial, sabemos nossas necessidades. Fome, sede, frio, a gente sabe quando sente. Então tem que aprender a reconhecer as necessidades outras. É a primeira medida para saber onde queremos chegar. Se não ficamos que nem o 'cachorro que anda atrás do próprio rabo', e portanto, com muita tendência a inveja e confusão de sentimentos. E isto vale também para aquela pessoa que sofre com a inveja dos outros. Deixar-se invejar é um aprendizado. Conviver com a admiração,inveja, exige uma boa dose de coragem e disposição, e uma vacina contra culpa e medo. Estou brincando, não existem vacinas contra culpa e medo - a não ser a certeza do dever retamente cumprido, e uma boa dose de maturidade.
REFERENCIAS:
Monica Levi: Começar de Novo.
Melaine Klein: Amor, Ódio e Reparação.
sábado, novembro 25, 2006
Admiração ou Inveja
Admiração, Inveja e Amor
:: Flávio Gikovate ::
A busca de destaque social através do sucesso em alguma área de atividade (que é a forma usual da manifestação adulta do exibicionismo e que chamamos de vaidade) teria por finalidade atenuar a sensação de desamparo, solidão e insignificância, sensações geradoras de brutal desespero, especialmente para aquelas pessoas que, em virtude de sua inteligência, são mais conscientes destas propriedades da condição humana. Apenas algumas observações serão suficientes para demonstrar que este caminho não leva a parte alguma, a não ser para uma relativa neutralização da sensação de insignificância que, ainda assim, necessita permanentemente de reforços derivados de novos feitos, capazes de chamar a atenção das outras pessoas.
Se a intenção inicial das pessoas que buscam o destaque é, através dos seus desempenhos, acima da média, obter admiração e o amor dos que lhe são próximos, o resultado na prática é bastante diverso deste. O sentir-se amado pode efetivamente representar uma importante atenuação do desamparo original, sendo um remédio eficaz para o desespero que deriva da consciência da solidão, de modo que seria legítimo buscar esta solução, ainda mais que ela estaria na mesma direção da que determina o prazer erótico ligado ao sucesso. O que perturba esta solução, aparentemente muito boa porque resolve os dois anseios - afetivo e erótico -, é que a admiração determina o surgimento da inveja e não do amor.
Amor e inveja derivam da mesma fonte: a admiração. Porém, na prática, a inveja é a emoção que mais frequentemente se manifesta, especialmente quando as diferenças entre as pessoas são mais marcadas. Para que a admiração resultasse em amor seria necessário que as pessoas em geral estivessem relativamente bem consigo mesmas, de modo a não se sentirem humilhadas, agredidas pelas competências especiais das outras.
Acredito que a maioria das pessoas que buscam o destaque social só percebe muito tardiamente que seu sucesso desperta muito mais frequentemente a inveja do que o amor; e, mais, que vive esta constatação surpreendente como profundamente decepcionante e geradora de uma grave crise íntima. Não é fácil aceitar que o resultado de tanto esforço e dedicação a uma causa qualquer - desde as mais nobres até o simples sucesso material - seja a hostilidade sutil, manifestada principalmente pelas pessoas mais chegadas, amigos e familiares. E agora, o que fazer? Abandonar tudo e iniciar uma nova vida? Com que forças? E para onde dirigir essas energias, se o resultado de uma mudança de rota pode ser o mesmo, ou seja, a inveja?
Na maior parte das vezes, não há mais como existir uma reversão do processo, principalmente porque as pessoas já estão muito habituadas às gratificações eróticas derivadas do sucesso social. A vaidade funciona, nestes casos, como um vício qualquer: o indivíduo percebe que ela lhe é nociva - por causa da inveja que sua condição desperta - mas não consegue mais abrir mão dos prazeres que dela advém. O sentir-se hostilizado agrava a sensação de solidão e desamparo, o que costuma determinar um agravamento do desespero, agora acrescido de revolta contra as pessoas invejosas. O desespero e a revolta geram uma energia ainda maior, que é usada na direção de se obter um destaque mais acentuado, que agrava a solidão. A inveja é um sinal da admiração e do destaque obtido, de modo que passa a ser buscada ativamente, apesar da mágoa íntima que possa causar. Para continuar a ser admirado e destacado, terá que se comportar cada vez mais de acordo com o que o grupo social valoriza - ainda que já tenha percebido seu caráter absolutamente ilusório e, na prática, insatisfatório. Desta forma o grau de liberdade individual se torna mínimo, ao mesmo tempo em que o indivíduo fica cada vez mais sozinho, apenas se gratificando - em doses cada vez maiores, como em qualquer vício - dos prazeres eróticos ligados ao exibicionismo.
Flávio Gikovate é médico psicoterapeuta,
pioneiro da terapia sexual no Brasil.
Conheça o Instituto de Psicoterapia de São Paulo
:: Flávio Gikovate ::
A busca de destaque social através do sucesso em alguma área de atividade (que é a forma usual da manifestação adulta do exibicionismo e que chamamos de vaidade) teria por finalidade atenuar a sensação de desamparo, solidão e insignificância, sensações geradoras de brutal desespero, especialmente para aquelas pessoas que, em virtude de sua inteligência, são mais conscientes destas propriedades da condição humana. Apenas algumas observações serão suficientes para demonstrar que este caminho não leva a parte alguma, a não ser para uma relativa neutralização da sensação de insignificância que, ainda assim, necessita permanentemente de reforços derivados de novos feitos, capazes de chamar a atenção das outras pessoas.
Se a intenção inicial das pessoas que buscam o destaque é, através dos seus desempenhos, acima da média, obter admiração e o amor dos que lhe são próximos, o resultado na prática é bastante diverso deste. O sentir-se amado pode efetivamente representar uma importante atenuação do desamparo original, sendo um remédio eficaz para o desespero que deriva da consciência da solidão, de modo que seria legítimo buscar esta solução, ainda mais que ela estaria na mesma direção da que determina o prazer erótico ligado ao sucesso. O que perturba esta solução, aparentemente muito boa porque resolve os dois anseios - afetivo e erótico -, é que a admiração determina o surgimento da inveja e não do amor.
Amor e inveja derivam da mesma fonte: a admiração. Porém, na prática, a inveja é a emoção que mais frequentemente se manifesta, especialmente quando as diferenças entre as pessoas são mais marcadas. Para que a admiração resultasse em amor seria necessário que as pessoas em geral estivessem relativamente bem consigo mesmas, de modo a não se sentirem humilhadas, agredidas pelas competências especiais das outras.
Acredito que a maioria das pessoas que buscam o destaque social só percebe muito tardiamente que seu sucesso desperta muito mais frequentemente a inveja do que o amor; e, mais, que vive esta constatação surpreendente como profundamente decepcionante e geradora de uma grave crise íntima. Não é fácil aceitar que o resultado de tanto esforço e dedicação a uma causa qualquer - desde as mais nobres até o simples sucesso material - seja a hostilidade sutil, manifestada principalmente pelas pessoas mais chegadas, amigos e familiares. E agora, o que fazer? Abandonar tudo e iniciar uma nova vida? Com que forças? E para onde dirigir essas energias, se o resultado de uma mudança de rota pode ser o mesmo, ou seja, a inveja?
Na maior parte das vezes, não há mais como existir uma reversão do processo, principalmente porque as pessoas já estão muito habituadas às gratificações eróticas derivadas do sucesso social. A vaidade funciona, nestes casos, como um vício qualquer: o indivíduo percebe que ela lhe é nociva - por causa da inveja que sua condição desperta - mas não consegue mais abrir mão dos prazeres que dela advém. O sentir-se hostilizado agrava a sensação de solidão e desamparo, o que costuma determinar um agravamento do desespero, agora acrescido de revolta contra as pessoas invejosas. O desespero e a revolta geram uma energia ainda maior, que é usada na direção de se obter um destaque mais acentuado, que agrava a solidão. A inveja é um sinal da admiração e do destaque obtido, de modo que passa a ser buscada ativamente, apesar da mágoa íntima que possa causar. Para continuar a ser admirado e destacado, terá que se comportar cada vez mais de acordo com o que o grupo social valoriza - ainda que já tenha percebido seu caráter absolutamente ilusório e, na prática, insatisfatório. Desta forma o grau de liberdade individual se torna mínimo, ao mesmo tempo em que o indivíduo fica cada vez mais sozinho, apenas se gratificando - em doses cada vez maiores, como em qualquer vício - dos prazeres eróticos ligados ao exibicionismo.
Flávio Gikovate é médico psicoterapeuta,
pioneiro da terapia sexual no Brasil.
Conheça o Instituto de Psicoterapia de São Paulo
sexta-feira, novembro 17, 2006
Gente solitária
PARA gente solitária
http://www.youtube.com/watch?v=4BzHctMVLiY&mode=related&search=
Tenho lido depoimentos de garotos e garotas que se sentem doloridos em suas angústias, em sua sede de vencer, um futuro tão grande ainda para ser manipulado. Meninos sózinhos em suas dores, as vezes desinibidos, as vezes retraídos. Mas aqui entre nós, parece que os garotos são mais discretos 'de alma'. Também são frutos de expectativas familiares, exigências e educados para serem 'o máximo'. O máximo sócio-cultural para homem é ser um sucesso'. Em que? Em ganho, em trabalho, em seus deveres de filho, fisicamente, e sei mais o que.
E com quem este menino (que pode ser um garoto, jovem, adulto, maduro e idoso) fala?
E fala, será? É importante quando vc. sente raiva, expressar a raiva. Por que toda emoção tem que ser digerida, e para ser digerida precisa primeiro ser expressa. Lembra da história do 'conte até 10'? Pois é, é ótima para a impusividade, e possibilita que o corpo não se veja a mercê de tanta adrenalina circulante. Respirar fundo e contar até 10.
Mas em casa, o que vc. faz quando seu 'spotlight' apaga? Vc. soca as almofadas? Porque é bom. Tem que jogar prá fora esta emoção até cansar. Aí vc. consegue relaxar e talvez até chore. E isto é mais que bom. Forte não é a pessoa que se segura. É a pessoa que, depois de contar até 10 consegue,no seu local de descanso, dar vazão a sua dor.. O diálogo vem depois. Quando vc. consegue falar com a pessoa explicando que não gostou, do que não gostou e porque não gostou. Criticar não leva a nada. Primeiro relaxe, deixe passar um dia ou quantos vc. precisar, mas fale com a pessoa.
Quando fizer isto (e falar o que não gostou chama-se confrontar ) tenha a certeza de dizer logo no início: 'quando vc. fez ou falou X eu me senti (inferior, incompetente, feio, rejeitado, não aceito, etc)por isto eu senti (medo, raiva, tristeza). Só. Não explique mais, não permita que o outro o questione sobre se isto é certo ou errado. Ninguém pode levar vc. a sentir diferente do que vc. sente. Sua emoção é só sua. Tem gente que pensa sempre em adaptar os outros a sua maneira de viver. E isto é um êrro.
Gosto da expressão: 'êrro emocional'. Sai da coisa do 'certo e errado'. Todos infringimos as vezes regras de bem viver, e se o fazemos não é porque 'somos errados' mas sim porque cometemos êrros, e emocionais. Por isto as vezes as pessoas não aceitam expressões de emoções. Têm lá seu preconceito, e isto é um êrro emocional. Mas você pode e deve falar quando se sente ofendido ou mal tratado por alguém.
Evidente que aqui não me refiro a danos legais, incluindo o 'abuso moral', que ainda bem já é considerado crime (neste caso fale com um advogado, com o SOS Criança adolescente, Delegacia da Mulher, ou chame o 190).
Estamos falando de coisas que acontecem que fazem com que a gente se retráia e perca até a vontade de falar ou ver outra pessoa. Várias vezes fiz exercícios de expressão de raiva no meu consultório com algum paciente com dificuldade de lidar com os sentimentos. Uma vez uma mulher me disse: 'Mas o que adianta isto?' Costumo dizer que adianta para a gente se sentir vivo e perto ('closer'). A gente tem necessidade de ficar só. Mas a gente sente também necessidade de conviver com pessoas, porque somos seres sociais por natureza. Ninguém jovem torna-se eremita porque quer. Alguém maduro sim, e mesmo assim é necessário saber se não é 'uma baita' depressão que está agindo dentro desta pessoa. Mas a juventude é uma imersão no mundo, na aragem de primavera onde tudo é novo, e os jovens querem as novidades.
Então existem os meninos solitários... que provavelmente sentem receio de se expor, sentem-se muitas vezes infelizes, e pensam que é algum defeito nêles. Não é não. Faz parte de um sentimento de não aceitação que toda pessoa guarda dentro de si. Em umas aparece mais, em outras não... Tem muita gente desinibida que sente incompreendido...
Fonte: eu mesma, e Cecílio Kermann - um de meus professores, argentino.
http://www.youtube.com/watch?v=4BzHctMVLiY&mode=related&search=
Tenho lido depoimentos de garotos e garotas que se sentem doloridos em suas angústias, em sua sede de vencer, um futuro tão grande ainda para ser manipulado. Meninos sózinhos em suas dores, as vezes desinibidos, as vezes retraídos. Mas aqui entre nós, parece que os garotos são mais discretos 'de alma'. Também são frutos de expectativas familiares, exigências e educados para serem 'o máximo'. O máximo sócio-cultural para homem é ser um sucesso'. Em que? Em ganho, em trabalho, em seus deveres de filho, fisicamente, e sei mais o que.
E com quem este menino (que pode ser um garoto, jovem, adulto, maduro e idoso) fala?
E fala, será? É importante quando vc. sente raiva, expressar a raiva. Por que toda emoção tem que ser digerida, e para ser digerida precisa primeiro ser expressa. Lembra da história do 'conte até 10'? Pois é, é ótima para a impusividade, e possibilita que o corpo não se veja a mercê de tanta adrenalina circulante. Respirar fundo e contar até 10.
Mas em casa, o que vc. faz quando seu 'spotlight' apaga? Vc. soca as almofadas? Porque é bom. Tem que jogar prá fora esta emoção até cansar. Aí vc. consegue relaxar e talvez até chore. E isto é mais que bom. Forte não é a pessoa que se segura. É a pessoa que, depois de contar até 10 consegue,no seu local de descanso, dar vazão a sua dor.. O diálogo vem depois. Quando vc. consegue falar com a pessoa explicando que não gostou, do que não gostou e porque não gostou. Criticar não leva a nada. Primeiro relaxe, deixe passar um dia ou quantos vc. precisar, mas fale com a pessoa.
Quando fizer isto (e falar o que não gostou chama-se confrontar ) tenha a certeza de dizer logo no início: 'quando vc. fez ou falou X eu me senti (inferior, incompetente, feio, rejeitado, não aceito, etc)por isto eu senti (medo, raiva, tristeza). Só. Não explique mais, não permita que o outro o questione sobre se isto é certo ou errado. Ninguém pode levar vc. a sentir diferente do que vc. sente. Sua emoção é só sua. Tem gente que pensa sempre em adaptar os outros a sua maneira de viver. E isto é um êrro.
Gosto da expressão: 'êrro emocional'. Sai da coisa do 'certo e errado'. Todos infringimos as vezes regras de bem viver, e se o fazemos não é porque 'somos errados' mas sim porque cometemos êrros, e emocionais. Por isto as vezes as pessoas não aceitam expressões de emoções. Têm lá seu preconceito, e isto é um êrro emocional. Mas você pode e deve falar quando se sente ofendido ou mal tratado por alguém.
Evidente que aqui não me refiro a danos legais, incluindo o 'abuso moral', que ainda bem já é considerado crime (neste caso fale com um advogado, com o SOS Criança adolescente, Delegacia da Mulher, ou chame o 190).
Estamos falando de coisas que acontecem que fazem com que a gente se retráia e perca até a vontade de falar ou ver outra pessoa. Várias vezes fiz exercícios de expressão de raiva no meu consultório com algum paciente com dificuldade de lidar com os sentimentos. Uma vez uma mulher me disse: 'Mas o que adianta isto?' Costumo dizer que adianta para a gente se sentir vivo e perto ('closer'). A gente tem necessidade de ficar só. Mas a gente sente também necessidade de conviver com pessoas, porque somos seres sociais por natureza. Ninguém jovem torna-se eremita porque quer. Alguém maduro sim, e mesmo assim é necessário saber se não é 'uma baita' depressão que está agindo dentro desta pessoa. Mas a juventude é uma imersão no mundo, na aragem de primavera onde tudo é novo, e os jovens querem as novidades.
Então existem os meninos solitários... que provavelmente sentem receio de se expor, sentem-se muitas vezes infelizes, e pensam que é algum defeito nêles. Não é não. Faz parte de um sentimento de não aceitação que toda pessoa guarda dentro de si. Em umas aparece mais, em outras não... Tem muita gente desinibida que sente incompreendido...
Fonte: eu mesma, e Cecílio Kermann - um de meus professores, argentino.
terça-feira, novembro 14, 2006
Mulheres, Depressão,George
http://www.clooneyfiles.com/media/index.shtml - wall paperDepressão - seu nome é Mulher? Certamente não!!
Infelizmente nós, mulheres, estamos em um momento de mutação da humanidade. Não são 'nossas mudanças de humor', ou 'la donna é mobile', rsrs.
As mulheres são 'tarefeiras e cuidadoras', segundo Mary Garcia Castro,importante pesquisadora da UNESCO(ENGENDRANDO PODERES EM TEMPOS NEO LIBERAIS NA AMÉRICA LATINA FEMINISMOS E FEMINISMOS. REFLEXÕES À ESQUERDA, Salvador, 1998, xérox)
Quando alguém vem me falar que está cansada, eu costumo dizer esta frase. Toca a todas as mulheres com quem eu tenho conversado.
É difícil curar este comportamento, que é já tão estruturado na família e sociedade...
As vezes adianta um grito de alerta, as vezes pode despertar um lado sadio.
Pare de fazer mais do que a sua parte, pare de buscar agradar a outra pessoa, SEJA VOCÊ MESMA! Se não gostou, diga na hora. Quando se pegar salvando alguém (releia o post de Manipulação) tenha uma conversa sincera consigo mesma para ver onde isto vai te levar.
A gente pode esquecer do que gosta... pode achar que a vida não tem mais graça... talvez demore até muitos anos, mas ninguém escapa ilesa de postergar seus desejos, seus 'NÃOS' esquecidos na cozinha, no quarto, na sala de estar, no carro.
Garota, comece a praticar desde já o relacionamento de igualdade. Não se permita esperar horas a fio por aquele telefonema, pelo 'Vamos namorar?'. Viva a sua vida, que uma hora você topa com uma pessoa que vai compreender você, suas necessidades, e vai gostar de você assim mesmo. Se já tem um(a) parceiro(a), não se renda a sedução de ser 'gueisha'. Comece devagarzinho a mostrar-se mais, a valorizar-se.
Sei que hoje as meninas estão mais autoconfiantes, mas existem ainda meninas preparadas para serem 'perfeitas' para o casamento.
Este tipo de casamento em que a mulher se anula não é para existir mais, na sua idade.
Sim, eu sei que existem senhoras felizes ... Isto porque têm a recíproca por parte do marido, ou seja, os esposos tratam-nas como querem ser tratadas. Encontraram o equilíbrio no casamento, e por isto aconselham às jovens a que casem.
Existem também senhoras infelizes, enlutadas por maridos que as amaram tanto que elas ficam com o coração partido com esta perda... Há também mulheres mal sucedidas em seus casamentos, e que tiveram de separar-se contra a vontade (e hoje dão graças... ou lamentam ainda...). Estou entrando no assunto casamento porque é ainda o sonho de grande parte das garotas. No entanto, o assunto é outro. É você, mulher, 'fazer demais': por uma relação, por um trabalho, na ânsia de 'agradar' e/ou 'ser perfeita'.
A mulher hoje precisa optar por um caminho em que se sinta satisfeita, sendo capaz sem ser 'perfeita', sendo agradável sem ser ' tão boazinha', sendo esperta sem ser 'manipuladora', sendo atraente sem ser 'sedutora', sendo competitiva sem 'ser ríspida', sabendo dialogar de igual por igual, apesar das diferenças.
Os tempos mudam ràpidamente, e esta era de transformação pede que ajeitemo-nos dentro das nossas possibilidades, sem sofrer demais. Perder, quem não perde? Mas perder o ânimo, JAMAIS! Nada vale a perda de energia, pois ela se chama 'depressão'. Essa energia que se esvai é o élam vital, e não existe nada de paranormal nisto.
Quando a pessoa se exige muito, ela faz muito, e aí vale para ambos os sexos.
Educada (ainda) para atender a expectativas emocionais dos outros ea mulher se atrapalha. Altera sua química e então vai precisar de atendimento. Se não for logo ao médico, pode desenvolver doenças mais sérias.
Sei também que pessoas e inclusive psicólogos (as) acham que depressão não precisa se apoiar em medicamentos. Em uma primeira vez, acredito sim. Só a psicoterapia pode resolver, se a pessoa tiver um bom histórico de vida. Mas se for recorrente, e/ou se for (como é na maior parte dos casos) também somática (envolvendo partes do corpo, como doenças de pele, dores, pressão alta, colesterol alto, diabete, tiroidite, e outras), e/ou vier acompanhada de medos e crises de pânico, o(a) profissional tem que ser efetivo! Mas tem que tratar das suas crenças sim!
Hoje estou me dedicando mais a informar sobre o fazer e fazer, uma cobrança interna de atender padrões altos. Outro dia falo de outras coisas.
Parafraseando o lindo e talentoso George Clooney acima, 'good luck and good night'! 'Boa sorte e boa noite' .
Mais informações sobre o assunto
sexta-feira, junho 23, 2006
Continuando:MANIPULAÇÃO
Alguém detem o poder de 'resgatar' o outro de alguma dificuldade, e/ou age como se fosse cuidador da pessoa: manipula por subôrno
Alguém detém o poder de destruir o outro e/ou sua auto imagem: manipula por medo.
Alguém detém o poder de diminuir ou aumentar to valor do outro como ser humano bom:
manipula por culpa.
Vamos por partes...
1.Ninguém pode fazer com que eu me sinta mal ou bem, e vice-versa. Entretanto em situações de pressão, vulnerabilidade, podemos agir como 'crianças carentes' ( esta criança vive dentro de nós, e acorda quando 'acreditamos' que não temos poder sobre nossas vidas).
2. A gente age segundo nossas próprias possibilidades, somos o que fomos. Então numa situação de impasse, geralmente optamos em agir do nosso jeito. Este jeito é aquele com o qual nos acostumamos a lidar com nossas demandas e as de outras pessoas. Ser bom, entender, paciente, ser tolerante. As vezes sentimos raiva de sermos assim, então somos indiferentes, nos afastamos ou brigamos, enfim... 'isto é um conflito interno'. Como agir? Vozes na cabeça, como se tivéssemos várias opiniões. Nome disto? Diálogos Internos - leva a confusão. Uma vez um paciente me falou: 'sinto-me um ruminante afetivo'.
3. Podemos automáticamente agir. Hum... aí também é um problema porque 'engolimos a isca'. Vestimos a roupa de onipotentes, ajudamos todo o mundo (o caso do altruísta); vestimos a roupa de 'dono da verdade' e acabamos com todo mundo. Ou nos acabamos de chorar, reclamar, prometemos acabar com a própria vida (vítimas).
Nada disto é consciente, entretanto é um comportamento que acontece e traz problemas. Vamos então analisar. Partindo do princípio de que a pessoa é responsável [a partir dos 18 anos desde que não portadora de alguma doença ou necessidade que a desautorize, a pessoa é responsável por seus atos. Em um relacionamento, pela parte que lhe compete, então só por 50%. Os outros 50% não são sua responsabilidade. É esperançoso isto vc. não acha? Cada qual cuida da sua parte...
É como se fosse um capítulo em um roteiro teatral tragicômico.
Aquele que cuida demais é o Salvador. O salvador faz mais do que sua parte, ou faz o que não quer para agradar o outro. Então vê que seus esforços foram infundados, ou porque o outro não fez sua parte, ou porque as pessoas não reconhecem seus esforços. Aí a pessoa salvadora sente-se expoliada, cansada,a borrecida, ou com raiva ('meio pistola mesmo') Sente-se vitimizada. Aí dizemos que está no papel de Vítima... Aí claro, exige, fica cri-cri, afinal perdeu tempo, e desconta nas pessoas que a levaram a sentir-se assim, e até mesmo na mulher, no marido, no subordinado, em alguém com quem tenha relacionamento, como um perseguidor . Aquele que é bravo ou exigente é o Perseguidor.
Estudos afirmam que todo Perseguidor começa como Salvador. Assim, se vc. estiver se sentindo perseguidor, ou vítima, verifique quem e no que fez mais que a sua parte. Reconheça isto e comece de novo.
COMO?
Regrinhas Básicas de bem viver.
1. Sempre se pergunte se quer fazer algo por alguém. O fato de ter tempo livre não justifica vc. ficar ajudando alguém. Tem que sentir vontade e mesmo assim não fazer mais do que a sua parte. Não pegue o peixe para a pessoa, ensine-a a pescar. Tenho cá para mim que pais e mães estão dando as coisas sem ajudar as filhas e filhos a pegarem por si mesmos(as). Isto não é educar, é viciar.
2. Pergunte primeiro para a pessoa se ela precisa de algo. Muita gente ao ver alguém chorando já vai correndo consolar. Oras... as pessoas choram por diversos motivos, até de raiva! ... Não ajude se não lhe pedirem! Entre primeiro em contato com você, trate da criança que existe dentro de você.
3. Se se sente tomado de um desejo forte de que alguém cuide de você, e você não está doente ou deprimido, dê-se uma chance. Vá caminhar, tome um ar primeiro. Muitas mulheres se casam para terem alguém para cuidar delas. Isto nunca deu certo. Aprenda a cuidar de você! Se necessário faça um curso de Cuidar , aprenda e utilize com você. Neste caso você pode estar se colocando no papel de Vítima, e cuidado, vai atrair Salvadores(as) e Perseguidores(as). Use o que aprendeu, pense e no máximo peça um abraço. Um elogio... que é o que está precisando.
4. Se ´duas ou mais pessoas comentarem que você anda 'chato' (a), acredite. provávelmente está entrando no papel de Perseguidor. A primeira coisa a fazer: não corrija se não lhe pedirem. aceite os outros como são.
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Citação
Jung: ...A vida nada mais é do que um hiato. O que fazemos dela, o sentido que damos para ela enquanto vivemos importa mais do que qualquer acúmulo de glória e riquezas materiais.
