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quarta-feira, dezembro 12, 2012

O que comprar em dezembro?


Já escrevi  que nunca tivemos tantas possibilidades de felicidade, de evolução, de saúde física e emocional, de sucesso! Entretanto a preocupação do dia a dia, principalmente da sobrevivência criam expectativas de um paraíso na terra. Ninguém nos dá isto. Temos de construir nossa tranquilidade as nossas custas, com trabalho interior, que exige informações, afeto, tempo e gratificação material. Estes são os 4 bens que necessitamos para fazer o que desejamos, para crescermos em terra boa.

As crianças têm necessidade de aceitação, e através da 'identificação projetiva' escolhem seus heróis [um dos mais primários mecanismos de defesa através do qual a pessoa coloca seu desejo em objetos e/ou pessoas que identifica como o 'seio bom' ou seja, aquilo ou aquele que substitui a mãe boa]. Difícil um adulto que discrimine bem este processo de escolha, entretanto é o caminho para a maturidade. Se não consegue fazê-lo, pode seguir caminhos dos quais sairá em perigoso desgaste. As vezes uma escolha é racional, as vezes contaminada. No deserto, qualquer água é boa. Isto sempre aconteceu. Aumenta nos dezembros, no desemprego, na separação... e principalmente no consumismo exacerbado desta nossa pós modernidade. Vejam só o seguinte.


Proliferam ofertas de felicidade: um resort de luxo, a beleza perfeita, o rejuvenescimento, mentores, gurus, maionese que não engorda, 'dentes de novela', uma série de ofertas que na verdade fazem bem a auto estima de uma pessoa que se sente inteira, ou precisa disto por seu trabalho. As pessoas acreditam que assim se sentirão melhor. Com certeza, entretanto... há que se ter cuidado  porque a criança que existe dentro de nós anseia por carinho, aprovação, pois o ser humano guarda suas lembranças ruins e suas dores, muito mais do que as boas - é a carência tao falada.

Colaboradores e funcionários, vocês gostam das festas de confraternização de sua empresa? Aí há uma divisão de meio a meio com certeza. Os ossos do ofício....


Claro que o assunto não é de dezembro, é de cada dia do ano. É de como podemos melhorar nossos afetos, nosso trabalho, nossa saúde, fazendo brilhar a indiscutível estrela almejada: a alegria como companheira de vida.

Onde colocar nosso desejo?

Notas: 
As palavras no masculino independem de sexo e/ou gênero, é só uma questão do nosso idioma
Direitos autorais da imagem - http://cinemaniac.blogspirit.com









terça-feira, novembro 27, 2012

Auto realização

Não estamos aqui para cumprir papéis, temos de atentar para nossa contribuição ao mundo. Você tem valor, onde você se encontra, veja como funciona.
Primeiro tem abrigo e alimentação e estende isto a seu círculo.*
Com segurança e confiança, consegue um papel de destaque no seu ambiente. Sente-se contente por poder compartilhar isto.Aí então inicia sua busca pela auto realização.É a vida continuando...
Aquilo que se deseja fica na mente, durante muito tempo, até décadas. Todos temos habilidades a serem desenvolvidas. E as desenvolvemos segundo as expectativas pessoais e sociais. As vezes voce pode ouvir um lamento dentro de si, as vezes não. Mas aqueles que escutam este som doído, preste atenção. É um aviso de que tem uma missão na sua vida. Um propósito que ainda não realizou.Não precisa parar com sua vida. Ouça seu coração. Até que este pequeno lamento se transformará em um barulho tão imenso, que o relâmpago do reconhecimento se revelará. Eis que chega a oportunidade da auto realização.

* Sequência das Necessidades Humanas de Masslow

Noeliza

quarta-feira, maio 26, 2010

Um pouco sobre atendimento clínico


A Psicologia atua em várias áreas do comportamento humano: educação, clínica, hospital, comunidades, sociedade, esportes, empresas, ONGs, e outras.  A Psicologia é  regulamentada pelo Conselho Federal de Psicologia - CFP. Costumam perguntar a diferença entre psiquiatra, psicanalista e psicólogo. O psiquiatra é médico com residencia em psiquiatria (ramo que estuda as doenças mentais e medicamentos). O psicanalista é pessoa de qualquer curso superior que se forma psicanalista didata por uma associação de psicanálise credenciada. O psicólogo é licenciado e bacharel em Psicologia, e tem o número de inscrição no CRP (regional). 
Outra dúvida é: em sendo psicólogo, qual a linha? A linha é o método que o profissional segue: comportamental cognitiva, análise funcional do comportamento, psicanálise de Freud, Lacan, Jung, Reich, fenomenologia , gestalt, análise transacional, multi modal, psicodrama, e outras. Todas confiáveis, desde que a pessoa tenha o título das associações ou universidades formadoras. É importante o profissional fazer atualizações em sua área, cumprir seus compromissos com as associações, participar de eventos profissionais, manter relacionamento com pessoal da saúde. O método depende do sistema de crenças do psicólogo, e subentende um pensamento organizado em relação aos objetivos, ética, estrutura e estratégias do tratamento. Também é desejável que o psicoterapeuta psicólogo faça sua terapia pessoal.
Disco de Phestos



Clínica é o ramo da psicologia da saúde que cuida da pessoa ou grupo de pessoas com o objetivo de auxiliá-la no autoconhecimento, e assim eliminar algumas queixas, encarando o indivíduo  como um todo que funciona e se comporta. O  psicólogo clínico utiliza nstrumentos validados só para psicólogos : entrevistas, observações, histórico de vida, testes (em psicodiagnóstico, orientação profissional, a pedido médico, ou quando a situação exige). O objetivo principal do tratamento clínico é que a pessoa resolva aquilo que necessitava ao buscar tratamento. O alívio de sintomas relatados na primeira consulta, ocorre de forma branda, e é diferente do objetivo geral do tratamento. Chama-se a esta fase de contrôle social. A alta é conjeturada por qualquer das partes quando o paciente apresenta-se sem  sintomas há pelo menos seis meses, e tendo resolvido  questões  básicas do seu eu . Há pessoas que buscam o tratamento por depressão, ansiedade, sintomas psicossomáticos, problemas de relacionamento, profissionais, ou são indicados por cardiologistas, imunologistas, endocrinologistas, etc. Outros são encaminhados por educadores, professores, pais, amigos. Alguns buscam psicoterapia somente para auto conhecimento, e também nestes casos percebe-se frequentemente a busca de alívio, ou seja, a busca por uma melhor qualidade de vida. Parece claro então que o ojetivo de todos é se sentir bem, dentro daquilo que é saudável para cada um. A normalidade é um conceito questionável. O 'normal' confunde-se com o   'comum'. A normalidade é um conceito de bem estar, subjetivo e cultural.De ponto de vista objetivo, a pessoa é considerada saudável quando produz, é flexível, relaciona-se e se cuida. Por isto, na alta psicológica,  há que se buscar satisfazer todos estes conceitos. Importante para o profissional utilizar  uma medida objetiva no início de tratamento para ser reaplicada a cada seis meses, assim não perde o foco.
Como acesso à compreensão da pessoa costumam-se procurar sinais ( palavra, expressão facial, postura, tom de voz, lapsos, tudo que acontece no relacionamento psicólogo - paciente) para que o profissional 
tenha condições para compreender e atuar.
Quando é oportuno e eficaz, as pessoas fazem um seminário, oficina ou curso, em grupo, durante o tratamento ou no final, para autoconhecimento.
É  importante às vezes que haja contato entre psicólogo e algum (s) membro(s) da família, médicos do paciente, para auxiliar no processo, sempre com permissão do consultado.

domingo, maio 17, 2009

Revendo a epistemologia da psicologia


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sábado, novembro 01, 2008

Quando o homem busca a mulher perfeita















‘ Quando o homem busca a mulher perfeita....’ Noeliza Lima - Todos os direitos
Publicado

A afetividade do ser humano ao ser dirigida para o mundo externo traz certos riscos: sentimos medo de perder o que conquistamos. Perder também tem um caráter histórico cultural. Imagina-se que o vencedor não perde.
Perder o homem que ama, para a mulher, é uma tragédia interna e tem também um sentido de ‘não ser suficientemente mulher’, já que nossa cultura sugere que ter um homem é sinal de feminilidade e garantia de felicidade. Daí que vêm as cobranças de casar-se, ter filhos, etc., Isto estimula a mulher a investir em plásticas, silicones, regimes torturantes, beleza, roupas, porque não ter o ‘homem’ é o mesmo que ‘não ser mulher’.
Desde o nascimento a menina é ainda preparada para agradar ao homem, o que na maior parte das vezes significa falar baixo, dominar a raiva, preparar-se para ser uma boa esposa, um aprendizado e tanto. Atualmente agregou-se a isto a necessidade de estudo, porque os homens de repente parecem gostar de mulheres inteligentes. Aí nasce a síndroma da mulher perfeita.
Como uma mulher bonita e inteligente é sinal de status, o homem procura auto afirmar-se através desta busca. As mais feinhas são deixadas de lado, assim como as não tão inteligentes. O interessante aí é que as mulheres realmente acreditam que foram preteridas porque não são suficientemente boas, e se sentem com a auto estima bem baixa. Chama também a atenção que, na maior parte das vezes, o homem não tem consciência de que sua busca pela mulher perfeita é uma auto afirmação.
Até aqui falamos do caráter histórico cultural do assunto. Vamos passar para a parte psicológica mais profunda.
O primeiro relacionamento do ser humano é com uma mulher perfeita: a mãe. Ela ocupa no imaginário do homem e da mulher um lugar que jamais será ocupado por outra pessoa.
A ligação simbiótica entre mãe e filho(a) é necessária nos primeiros meses de vida, para a sobrevivência da criança. Porém a medida que a criança cresce esta necessidade da mãe vai sendo substituída pela necessidade de outros objetos de desejo: o carrinho, a boneca, os amiguinhas e amiguinhas, o estudo, os livros, e assim sucessivamente. Mas sempre que a situação for ameaçadora vem a imagem do ‘paraíso pedido’ ou seja a ligação primária com a mãe, também chamada de ligação dual.
O ser humano busca em seu relacionamento a certeza absoluta: de ficar com a pessoa para sempre, de ser o(a) único(a), de ser considerado(a), etc. Para o homem: ser desobedecido, contrariado, irritado – pela mulher – tem um sentido de abandono, que remete a perda do afeto da sua primeira mulher (a mãe). Por este motivo se tornam exigentes, são refratários a mudanças no estilo do relacionamento, têm dificuldade com mulheres ou muito apaixonadas (‘que chamam de piranhas’), ou muito capazes (‘ que chamam de agressivas’), ou mulheres que gostam de cuidar (‘que chama de grude’) . E o pior é que as mulheres acreditam nestes apelidos e acham realmente que são um horror!!! Pode???
Na questão sexual o caso então se torna um pouco mais confuso. Mulheres assertivas em sexo (que pedem o que necessitam) são admiradas, mas temidas. No decorrer da relação pode surgir impotência, ou o afastamento por parte do homem. Mulheres apaixonadas lembram ao homem o envolvimento e responsabilidade (que guarda na verdade a necessidade de corresponder, e as vezes o homem não se sente capaz e/ou não está disposto).
No fundo há a recordação de um primeiro amor sereno, confiável, seguro – a certeza absoluta da constância, o seio bom que nunca decepciona, nunca exige, a recordação gratificante dos primeiros meses de vida. Mesmo que a relação depois com a mãe seja difícil, o que vale é o que ela significa na fantasia do bebê que existe dentro do ser humano.
Aceitar que ficamos idosos, que a pele cai, que mentimos as vezes, que nos esquecemos, que somos aborrecidos, que o homem não é lá aquela maravilha, que a esposa tem um gênio difícil, que a mulher que trabalha - um dia cansa, que a dona de casa um dia vai prá uma faculdade, que aquela esposa caladinha se torna um mulherão interessante, que o santo homem que adorava a esposa some com sua melhor amiga, que aquela garota ma-ra-vi-lho-sa acha você um ‘mala’, que seu melhor amigo, aquele que você convidava para ir acampar – é homossexual...e imagine só, aquele ‘avião’ que você encontrou no barzinho, quem diria, vive com outra m-u-l-h-e-r !!!!!!!!
Aaahhh!... ser muito exigente hoje em dia é até burrice, você não acha?

Obs.) Este artigo independe de sexo e/ou gênero. Artigos e adjetivos no masculino são somente uma questão gramatical.

terça-feira, outubro 14, 2008

Psicodiagnóstico de Grupos e Psicoterapia

'São tantos os rostos e tantos os abraços...'

Nova forma de entender os grupos.
Publicado anteriormente na Revista Tesseract, ISSN 1519-2415, todos os direitos reservados.

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sexta-feira, setembro 12, 2008

Psicossomática

Procurando assunto sobre medo, encontrei um tópico interessante onde se comenta o uso do anti depressivo Pondera, cuja substancia é paroxetina (nome genérico para se pedir ao neuropsiquiatra) . Jornalista, o autor revela sua habilidade e talento ao dissertar sobre o assunto. Também chamou-me a atenção a quantidade de comentários ao tópico, vindos de leitores(as) solicitando esclarecimentos, postando suas dificuldades... Trabalhei com medo, raiva, tristeza e suas correlatas durante mais de 30 anos. A psicossomática é um campo vasto, e temos de ficar atentos as mudanças de humor, pois qualquer uma destas emoções, se desorganizadas, podem levar (eu escrevi - podem) a uma depressão e/ou somatizações (as emoções se refletem no funcionamento do organismo como um todo, e podem se ater a determinado(s) órgão (s) provocando uma manifestação física). Gosto sempre de esclarecer que estes eventos são possibilidades, não certezas (quando se fala em doença é preciso deixar isto bem claro). Outra questão informativa é: Até que ponto a disfunção é psicológica? Recebi muitos pacientes oriundos de várias especialidades médicas ( agradeço a quem confiou a mim estas pessoas) com solicitação de psicoterapia, porque - as alergias, dores de cabeça, dores na coluna, pressão alta, obesidade, anorexia - etc - seriam psicológicas. Acredito que os (as) médicos (as) disseram: 'o fundo destas disfunção é psicológico' e as pessoas entenderam que 'a doença era psicológica'. O mecanismo de adaptação do indivíduo se baseia em cérebro, endocrinologia e mente. Um não é mais importante que o outro, todos os tres interagem de forma harmônica. Se há qualquer alteração em qualquer um dos 3, os outros sofrem, são espaços afins, sincrônicos. Compartilham de uma situação complicada. Este conceito é da Universidade de Harvard (1964, acredito), quando se uniram para estudar o comportamento: um neuropsiquiatra, um psicólogo e um endocrinologista, criando o conceito de Medicina do Comportamento *. Atualmente a medicina é integrativa, e a equipe multidisciplinar. Quem se serve da saúde pública e privada conhece o caminhar entre consultórios de várias especialidades. Com isto chega-se a um diagnóstico certeiro. Certamente por este motivo recebi e encaminhei pacientes - de e para outras - especialidades clínicas da saúde. Buscando sempre a avaliação e acompanhamento compartilhados destas áreas, divergindo, concordando, mas principalmente querendo o diálogo e colaboração.

Clique para ponderar (utilizando o trocadilho do Reporter das Coisas).

Post complementar: o sentido do tempo

Nota
: a menção a universidade de Harvard, e o tripé da adaptação humana veio de discussão clínica com um destes médicos com quem mantenho diálogo clínico desde muitos anos: Dr. Antonio Carlos Giampietro - Campinas - SP.

sábado, julho 19, 2008

Canções de Festivais


Procurando pelo 'Rancho Das Namoradas' deparei-me com este blog maravilhoso de música brasileira. Muitos recursos audio visuais, um deslumbre!...

E por falar nisto...


VISLUMBRE

De ve-lo a reconhece-lo foi um tormento...
Não queria, não podia, não !... sei lá.

Rápida e certa a lembrança de um futuro inevitável.

De ve-lo a des-velo demorou muito... a eterna saga do perdedor apaixonado.

Aquele que sabe que não tem jeito... e salta, e vira, e estrebucha
até cair de quatro na companhia indesejada, insensata, inapropriada
- e já fazem tantos anos... perde as asas, ó fenix maluca...

Apaga o fogo! Desiste. Afinal, você não é pássaro mesmo...

quarta-feira, julho 02, 2008

Educação Emocional

Os relacionamentos verdadeiramente íntimos
são aqueles sobre os quais menos sabemos (Eric Berne)

CLIQUE AQUI

Artigo Acadêmico esclarecendo nossas emoções e como facilitar sua expressão.

Temas Atuais em Neuropsicologia e Aprendizagem, São Paulo, Teccmed, 2004

quinta-feira, maio 15, 2008

Qual o papel da mulher do século XXI


'Ela vem assumindo um papel importante na sociedade deixando sua marca registrada através dos tempos'

Entrevista com a psicóloga por Juliana Klein. Clique na foto

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Pintura: cópia - Salvador Dali, Phantasmagoria

Citação

Jung: ...A vida nada mais é do que um hiato. O que fazemos dela, o sentido que damos para ela enquanto vivemos importa mais do que qualquer acúmulo de glória e riquezas materiais.