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terça-feira, outubro 14, 2014

Para psicólogos(as) 30 horas manifesto



SinPsi - Sindicato dos Psicólogos do Estado de São Paulo



A jornada de 30 horas de trabalho está sendo tramitada em Brasília. Abra o link e envie seu apoio.


sexta-feira, agosto 10, 2012

Drogadicção - experiencias

Não vou colocar os sites relativos a recuperação (Rehab) de pessoas que utilizam substancias psicoativas, quero falar de minha experiencias com e por elas. Sou dos aos 60, então convivi com as drogas de diversas maneiras. Primeiro uma amiga querida gostava de maconha... as vezes puvava um escondida na casa da tia, onde eu estava sempre. Era e é ainda um momento escondido diante de parentes... ela me ofereceu só uma vez, como se oferece um café. Eu não era chegada, recusava. Nunca ela fumou perto de mim. Faleceu aos 34, de acidente de moto (atropelada por um motorista assassino, pois fugiu). Era muito amada, então todos faziam 'vista grossa' e era muito diferente a droga antes e agora. Além dela, outro amigo querido... viajávamos (deveras) aos jogos regionais, e estavamos sempre juntos. Gostamos de música... Ele me contou o que era o LSD, lembro-me que pegou um maço de Minister e disse que o tamanho era igual uma figurinha de uma maço de cigarros.Outro dias destes comentamos sobre isto.
1974 -  eu trabalhava em um hospital. Chegou um moço, sobrinho do dono, já usuário de heroina e cocaína. Ficou lá internado com um colega dois meses. Um dia cheguei para trabalhar e o pessoal estava consternado, pois ele tinha fugido à noite. A família desesperada. Trabalhamos normalmente e voltei para Campinas. No final da parte povoada da  cidade vejo  caronistas. Eram os dois.
Em 1979 tive contato com psicoterapeutas que pesquisavam drogas e seu efeito na cognição (elaboração do pensamento). Em 1984 era colaboradora de um grupo da Unicamp liderando pelo matemático Dr. Arnold de Hoyos, que trazia pessoas versadas em interações mente matéria, ao mesmo tempo em que o Instituto de Cérebro (Dr. Nubor Facure) liderava um grupo que trazia conferencias da mesma área. emoções, cérebro, estado alterados de consciencia, psicologia no Hospital Irmãos Penteado.Lembro-me com saudade deste tempo. Recordo-me muito do prof. Dr. Imre Soos, que trabalhava com adolescentes 'avatares' ou como ele chamava : filhos da luz, fihos de entes de outros planetas. 

Há duas maneiras de lidar com a questão de alteração de consciencia: ou pelas tradições / religiosidade / esoterismo ou pela ciencia, já comprovado há décadas pela neurologia e fisica. É um estado onde a frequencia das ondas cerebrais mudam para uma frequencia mais baixa.


A droga traz alterações de consciencia, que é o que o drogadido busca. É uma síndrome com um caminho conhecido.

Um sábio querido disse-me ontem: '...se os drogadidos soubessem alcançar o estado alterado de consciencia sem a droga, nunca mais a usariam'. Alcança-se este estado de várias maneiras: pela oração, pela meditaçao, pelo relaxamento induzido ou auto induzido, através do 'treinamento autogeno', pelo 'Silva mind control', através de 'mantras', etc. Tal qual a hipnose, age numa instancia psíquica responsavel pela imaginação.Neste estado, subconsciente, podem-se introduzir idéias ou imagens de cura para que o individuo, em acreditando, possibilita uma outra visão da questão. é uma forma   focaliza e acredita.

A forma como a comunidade trata o drogadido , na maior parte das vezes torna-se preconceituosa  pela falta de informações sobre a questão, e medo também. 'O cara tá na nóia', ou 'é sem vergonha', 'não dê dinheiro que é para droga' são frases costumeiras. A família nem há o que se falar, é muito sofrimento.
Não costumo tratar de pessoas viciadas à droga. Encaminho-os para a desintoxicação com tratamento, e depois para 'Amor exigente' e/ou 'Associação de Drogadidos Anônimos'. Para dialogar necessito de que a outra pessoa esteja consciente, o que muitas vezes não ocorre. Acolho as famílias e busco orienta-las no conhecimento da doença e em alternativas, sempre enfatizando de que participem do tratamento da pessoa doente nos locais citados.
Reunir-se com pessoas que passam pelo mesmo problema auxilia muito, tanto para a família como para a pessoa que se droga.

segunda-feira, junho 06, 2011

Emoção, Movimento, Identidade

Envio mais pesquisa sobre Dancetherapy. Desenvolvo esta técnica em worshops e consultório há décadas (não fiz terapia com Freud, sou mais nova, rs). Sugiro ler neste blog 'O Movimento como Metáfora' para maiores informações, em arquivo.Este trabalho mostra como é possível fazer-se também o atendimento com crianças reservadas, ou hiperativas. De toda forma movimento é linguagem, e fonte de continuas descobertas. Aprendi muito com Varda Dascal, atualmente em Israel.
Estou contente por ter participado do congresso descrito no documento abaixo. A Unesp de Rio Claro é conhecida mundialmente, e esta área de Educação Física e Motricidade Humana é bastante respeitada. Além de estar no Horto Florestal de Rio Claro... super gostoso.


emoção movimento identidade 2011

segunda-feira, setembro 06, 2010

O que os jovens pensam

Um grupo de jovens está fazendo um trabalho magnífico na blogosfera, expressando-se e tornando este mundo mais fácil de entender - o que pensam os homens de amanhã, e principalmente o que esperam.

Clique 

sexta-feira, setembro 18, 2009

Envelhecimento e subjetividade

Debate On-line Envelhecimento e Subjetividade: Desafios para uma cultura de compromisso social
O Conselho Federal de Psicologia promoveu Debate on-line com o tema “Envelhecimento e Subjetividade: Desafios para uma cultura de compromisso social”, onde foram abordados temas como políticas públicas, Estatuto do Idoso, envelhecimento e os desafios para a formação.

sexta-feira, agosto 28, 2009

segunda-feira, abril 20, 2009

E os(as) aposentados(as)... Óoo

Aqui em Campinas estamos lutando contra as decisões do governo reduzindo a aposentadoria (para aposentados(as) e futuros aposentados(as).
Envio mensagem que recebi. Se concordar, circule pela net. 'Hay que tener pelotas'...

"Vamos todos entrar em contato com o telefone 0800 619 619, opção 1 e
dar nosso apoio ao Projeto de Lei nº. 3299, cuja proposta garante a
aposentados e pensionistas, a recuperação do poder aquisitivo à época
da concessão do benefício, por meio do sistema de reajuste. O projeto
já foi aprovado pelo senado e ainda não foi para a câmara.
Acompanhemos.

Como todos sabem, mesmo contribuindo pelo teto máximo, as
aposentadorias vão ficando defasadas, ano a ano, devido,
principalmente, ao reajuste diferenciado que o governo dá ao salário
mínimo e contribuições do pessoal da ativa e aos aposentados, com
reajuste sempre insignificante para estes últimos.


Isso resulta, ano a ano, numa enorme defasagem para todo aquele que
sempre contribuiu com o teto máximo, se aposenta pelo teto máximo e
nunca mais consegue receber pelo teto máximo.


Assim, vamos nos unir e telefonar para o 0800 619 619, opção 1.
A atendente irá solicitar alguns dados e, a seguir perguntar qual o
assunto.
Basta solicitar que a Lei 3299 seja aprovada. A mensagem pode ser
encaminhada para deputados que você queira indicar, a três estados ou
às bancadas de até três partidos.
http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=391382

Não deixe de se manifestar. Existem pressões para o presidente Lula
vetar a lei, se for aprovada.
Façamos uma corrente de cidadania."

quarta-feira, setembro 24, 2008

Violência e abuso contra a mulher

Foto:fch_fumec


Ação por agressão doméstica não depende de queixa da vítima



Acusados de violência doméstica contra mulheres podem ser processados pelo Ministério Público, independentemente da autorização da vítima. A conclusão, por maioria, é da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, ao considerar que a ação penal contra o agressor deve ser pública incondicionada.

No Recurso Especial ajuizado no STJ, o Ministério Público do Distrito Federal protestava o trancamento da ação penal contra o agressor E.S.O., do Distrito Federal. Após a retratação da vítima em juízo, afirmando não querer mais perseguir criminalmente contra o agressor, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal trancou a ação, afirmando que não haveria justa causa para o seu prosseguimento. Segundo o TJ-DF, os delitos de lesões corporais leves e culposas continuam tendo a natureza jurídica de pública condicionada à representação, pois o sistema processual brasileiro tem regência da unicidade.
"Não havendo a possibilidade jurídica para o prosseguimento da ação penal, em face das disposições do artigo 16 da Lei Maria da Penha, qual seja, a manifestação da vítima perante o juiz de não mais processar o seu companheiro, concede-se a ordem de Habeas Corpus para determinar-se o trancamento da ação penal por faltar-lhe a justa causa", registrou a decisão do TJ-DF.
Na decisão, o tribunal brasiliense ressalvou, ainda, a possibilidade de a vítima, no prazo de seis meses, voltar a exercer o direito de denunciar o agressor.
Para o Ministério Público, no entanto, a decisão ofendeu a Lei Maria da Penha, o Código de Processo Penal e Código Penal. Por isso, solicitou a reforma da decisão, alegando que a ação penal do presente delito tem natureza pública incondicionada, não sendo dependente da representação da vítima.
Em parecer sobre o caso, o Ministério Público Federal observou que a Lei Maria da Penha prescreve, em seu artigo 41, que não se aplica a Lei 9.099/95 (que dispõe sobre os Juizados Especiais Cíveis e Criminais e dá outras providências) aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher. Segundo o Ministério Público Federal, deve ser reconhecido o direito do Estado em dar prosseguimento à ação penal, vez que esta não depende de representação da vítima, devendo ser reconhecida a justa causa para a perseguição criminal do agressor.
A relatora do caso, a desembargadora convocada Jane Silva, concordou com os argumentos e foi acompanhada pelo ministro Paulo Gallotti. Os ministros Nilson Naves e Maria Theresa de Assis Moura divergiram. Em seu voto-vista, o ministro Og Fernandes desempatou em favor da tese do Ministério Público: a ação contra autores de violência doméstica contra a mulher deve ser pública incondicionada.
O mesmo resultado foi adotado para o Recurso Especial 1.050.276, também do Distrito Federal.


Revista Consultor Jurídico, 24 de setembro de 2008
Apoio: www.aprovando.com.br Concursos Públicos e Exames OAB

quinta-feira, setembro 04, 2008

As Crianças Apoiadas


Eu me lembro, eu me lembro! Era Natal, Praia Grande, 1956. Sim, eu iria ganhar uma Chiquita Bacana, boneca linda estilo barbie, do Papai Noel!... Estava pronta a festa. Minha mãe era uma mulher muito decidida, tinha feito tudo, convidado poucos amigos. Aí meu pai, um ser alegre que povoou minha vida de determinação, amor e bondade, veio com a notícia: "Convidei as crianças do Exército da Salvação'. Eu fiquei contente, éramos poucas crianças nos idos anos 50 , e ficava triste por crianças que não tinham uma família como a minha. Foi muito bom curtir com a criançada um Natal que seria quase que exclusivamente feito de gente adulta. Em nossos relacionamentos inclusivos nunca houve aquele paternalismo de estabelecer diferenças com pessoas diferentes, então penso que todos se sentiram super a vontade.
Hoje, por acaso, (se é que isto existe...) encontrei um dos Exércitos da Salvação - Percebi a importância desta noticia.
Seja padrinho ou madrinha de uma criança. A gente pode ajudar da forma que souber e puder, portanto fica aqui o convite. Clique na foto e verifique a possibilidade...

Obs. As fotos estão disponíveis no site, e escolhi esta.

Ensino a Distancia: Congresso 27-31 de outubro de 2008


I Congresso de Tecnologias na Educação, totalmente on-line e de forma assíncrona, como forma de divulgar os diferentes usos da tecnologia na escola. O objetivo é oferecer um espaço para que professores e pesquisadores de todos os níveis de ensino, usuários das tecnologias em sala de aula ou em pesquisas, possam apresentar seus trabalhos e trocar experiências, que se refletirão na prática pedagógica.
Os trabalhos aceitos para apresentação serão publicados nos Anais do Congresso, na Revista Tecnologias na Educação (ainda em fase de finalização).

segunda-feira, julho 21, 2008

Inteligência Emocional no Idoso

Artigo acadêmico muito bem feito, e atual, sobre as opções do Idoso em nossa sociedade.

Clique aqui.

domingo, novembro 25, 2007

Por que entramos pela porta dos fundos

Publicado na revista Tesseract - ISSN 1519-2415

Rachel Moreno*

Tarzã, o homem das selvas, voltou para a terra das sacerdotisas sagradas, e trouxe consigo o progresso. A pedra lascada, a arma de longo alcance, a divisão entre a caça, a coleta e o cuidar da prole.
Lilith foi substituída por Eva, no imaginário do desejo de Adão, e veio a serpente, que trouxe Pandora, que levou ao pecado original... ao salvador, ao príncipe encantado, ao homem das pedras, ao sapo, à força, à violência... “Eu tenho a força!”..
Daí nasceram e se desenvolveram Débora, Raquel, Ester, Maria, Madalena... ah, Madalena!... Chorou, feito Maria Madalena... Daí nasceu Maria, Fátima, e finalmente Amélia – a que “era mulher de verdade”. E tome modelo ideal! Mas ideal para quem?

Mas como o desenvolvimento é desigual e combinado, depois de Amélia, com uma pequena mas significativa mutação, surgiu Amália, que chamou Joana, a francesa... e que de D’Arc em diante resultou em Olympe de Gouges, que teve a brilhante idéia de redigir e defender a Declaração dos Direitos das Mulheres, em pleno clima de Liberté, Égualité, Fraternité... Desnecessário dizer que morreu no cadafalso – igualdade, sim, mas não tanto!
A coisa, de fato nunca foi fácil e exigiu medidas drásticas para readquirirmos um mínimo de direitos e consideração. Não deve ter sido nada fácil ver a derrocada dos símbolos e ícones que sinalizavam a nossa força, soterrados sob signos alternativos que confundiam as pegadas e a compreensão.
Assim foi quando a rebeldia de Lilith, que se mandou para o deserto brincar com as almas inacabadas, revoltada ante a insistência de Adão na repetição da posição papai-mamãe (e tudo em que isto implica), e foi transformada pelo Livro Sagrado em ameaça às mulheres - quando ela volta a aparecer só para seduzir o noivo na noite de núpcias, ou para roubar os recém-nascidos. Assim aconteceu quando as sacerdotisas sagradas foram reduzidas à condição contemporânea de prostitutas. Assim foi quando as tábuas da lei foram entregues a Moisés, bem no monte onde antes se cultuava a Lua, divindade feminina, aos pés do qual ele se indignou ao ver o povo celebrando o bezerro de ouro (filho da vaca – um nos nomes da deusa).
Às vezes, algum resquício emerge por sob os escombros, a sinalizar – “aqui, as coisas foram diferentes” ou “aqui não foi sem luta que as mulheres perderam o poder”. Como no caso das Amazonas, que se apartaram dos homens, com quem se relacionavam apenas para procriar.
Teríamos muitos capítulos a redigir para dar conta destes relatos que nos chegam hoje como mitos. Assim como muitos mais para relatar o que a História não pode ocultar (já que a História é a versão dos vencedores) – a luta das mulheres pelo direito à educação (século XVII?), a luta das sufragistas pelo direito ao voto, no século XIX.

No mercado de trabalho

Trabalhar? Nós, mulheres, sempre trabalhamos. De sol a sol; e a lua – Isis, deusa da noite – passou a também ter que ser produtiva, mesmo que fosse “tão somente” do chamado “repouso do guerreiro”.
Fixação à terra, propriedade. Vencidos e vencedores; servos e castelões; excluídos e “in”, patrões, des/empregados, folgados, vagabundos, revoltados, inocentes, ingênuos, cúmplices. O trem e a linha. A máquina e a habilidade motora fina (e desvalorizada). A linha de produção. A separação do lugar da produção e da reprodução, da produção de mercadoria e da reposição da vida, do trabalho e do sagrado, do amor e do dinheiro, da produção e do usufruto, do consumo e da consciência, do tesão e do prazer e do dever e da produtividade.
A mulher entrou, por baixo. Por baixo na cama, cabisbaixa na rua, pela porta dos fundos no assim chamado mundo do “trabalho”. Pedindo licença para provar o seu valor, para mostra que sabe fazer, que pode ganhar para viver, produzir riqueza, clima, alegria, beleza. Talvez até prazer – no trabalho, talvez? Como trabalho, quem sabe? Dá trabalho, sempre!
Ainda me lembro, na época da construção do metrô, em São Paulo, quando os homens acorreram seduzidos pelo salário maior e direito ao alojamento, abandonando a varrição das ruas. Foi quando a Veja Sopave decidiu, segundo entrevista que me foi concedida por um diretor, “dar uma chance às mulheres”. E, se por 1,90 dinheiros, já não conseguiam homens, passaram a contratar mulheres por... 1,80. E, felizes da vida, se davam conta da responsabilidade destas para com o trabalho: varriam melhor, não ficavam tomando pinga no bar da esquina, não gastavam tempo “cantando” as empregadas das casas por onde passavam – enfim, rendiam mais e trabalhavam melhor.

E assim, mais mulheres chegaram ao mercado de trabalho. Num primeiro momento, nas tarefas similares às que desempenhavam em casa – professora, enfermeira, varredora, bordadeira, para além da linha de produção. Depois, também em outras tarefas e funções que passavam a ser mais mal remuneradas com a sua entrada.
No início, a fábrica exigia a comprovação mensal da menstruação – não queriam ter que pagar o salário e estabilidade-maternidade – e distribuíam chapinhas para controlar o tempo e freqüência das idas ao banheiro. Depois, amenizaram este controle ostensivo que gerou reações das mulheres em suas categorias profissionais organizadas.
E fomos entrando no mercado de trabalho, em duas levas: as mulheres jovens, assim que pudessem ou logo que se formassem, e as mulheres um pouco mais velhas, depois de terem cuidado dos primeiros anos de seus filhos.
Havia quem dissesse que, pelo fato de sermos mais responsáveis com os filhos, tendemos a faltar mais ao trabalho quando o filho está doente, ou quando há algum problema sério em casa. As estatísticas, porém, hoje mostram que somos as mais assíduas ao trabalho – provavelmente falta-se mais por ressaca do que por assistência ao filho doente.
Mas continuamos ganhando menos pelo mesmo trabalho.
Fomos todas estudar, o mais que pudéssemos. Hoje, as mulheres brasileiras têm mais anos de estudo do que os homens, o que também se reflete no trabalho.

Hoje, as habilidades incorporadas a partir da mudança do taylorismo para o toyotismo, enquanto modo de produção, valorizam a participação mais plena dos trabalhadores em benefício do trabalho. E, cada vez mais, as mulheres trazem para o mundo do trabalho, uma série de habilidades e talentos que desenvolveram alhures e que provam a sua importância no mercado de trabalho – a capacidade de ouvir, de lidar com a diferença, de trabalhar e promover o trabalho em equipe etc.
O que rendem estas capacidades adicionais? Não há interesse em medir, embora se saiba de seu valor para o empregador. E para o trabalhador e a trabalhadora? Nada...
E assim, porque entrou timidamente pedindo licença para provar a sua capacidade de produção, a mulher foi se dedicando mais e mais, em detrimento da qualidade de sua vida e do tempo dedicado à vida familiar. A jornada doméstica continua sendo predominantemente nossa, mesmo que consigamos dar conta dela concentrando-a num número menor de horas de trabalho adicional e não remunerado.

Os homens mudam

Para concorrer com estas colegas mais cuidadas, coloridas, perfumadas, produtivas e munidas de mais talentos, os homens passaram a se produzir mais.
Barriguinha lisa, malhação, tintura de cabelo, operações plásticas, cremes anti-rugas, toda a parafernália que nos tortura passou a ser vista como uma arma a não ser desprezada pelos homens – para a grande alegria da indústria cosmética e estética.
Cada vez mais mulheres chefiando a família também sinaliza a não-reestruturação do casal ante os novos papéis e importâncias. Sofrido, acabrunhado, falta ao homem o espaço de repouso do guerreiro... Este espaço que a mulher lhe propiciava, este espaço que nunca existiu para a mulher, esta guerreira...
Outros homens se acomodam melhor. Há os que dividem até o trabalho doméstico. No Brasil, dizem que hoje, eles se responsabilizam, em média, por 10% do trabalho doméstico.
Novos tempos, novas e velhas necessidades
Hoje o desenvolvimento tecnológico chegou a um estágio que nos permite pensar na redução da jornada de trabalho – para que todos tenham a ele acesso, e para que todos possam partilhar do trabalho e do prazer representados pelo trabalho doméstico e pelo cuidado da prole.

Mas, porque entramos pela porta dos fundos, não inscrevemos na pauta de reivindicações dos trabalhadores organizados a jornada doméstica. Poucas de nós estão na frente da luta pela redução da jornada de trabalho. Falamos, em nossas manifestações internacionais, da necessidade de se aumentar o salário mínimo, mas nós mesmas esquecemos de exigir a equiparação salarial (a trabalho igual, salário igual).
Ao invés de transformar o mundo do trabalho, de modo a humanizá-lo e torná-lo mais inclusivo e contemplador da diversidade, corremos o risco de aumentar o seu nível de exigência (em termos de formação, participação e produtividade) e de lucratividade (já que paga salários menores), que o aumento de participação de mão de obra feminina lhe propicia, sem contemplação ou dó para com as nossas necessidades gerais e especificas (afetivo-domésticas). Piorando o equilíbrio do ponto de vista do trabalhador, bem na contramão do que sempre desejamos.

Não está na hora de retomarmos esta discussão, que ficou pelo meio do caminho? Não seria esta a hora de juntar os homens e as mulheres nesta discussão?

Rachel Moreno é uma das mulheres que mais conhece a condição da mulher. Trabalha em cidadania há muitos anos e tem se tornado um ícone em estudos de gênero e inclusão social.

sábado, abril 03, 2004

Psicologia Comunitária

A psicologia Comunitária atende a duas vertentes:
1. A social, que se refere ao trabalho em cidadania, direitos de gênero (para quem não sabe: papéis sócio culturais homem-mulher), idosos, sem teto, crianças, adolescentes, etc. Não são organizações formais em algumas vezes, como os grupos de multiplicadores (que ensinam os direitos das pessoas enquanto cidadãos - direito a vida, saúde, educação, moradia, renda, etc.
2. A institucional: escolas da rede pública, menores em instituições, postos de saúde, ONGs, Fundações.
Foi o que a classe para quem eu fui dar aula - aprendeu com o professor - e penso estar correto. Foi legal, porque minha parte estava mais relacionada com a social.

Citação

Jung: ...A vida nada mais é do que um hiato. O que fazemos dela, o sentido que damos para ela enquanto vivemos importa mais do que qualquer acúmulo de glória e riquezas materiais.