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domingo, maio 08, 2011

Pra quem irão as flores?

Há um momento na vida em que ficamos sem espaço e tempo. É quando temos consciencia de que as lembranças contem dor e amor. Choramos... refletimos... e cada qual se defronta com a certeza conhecida e pouco aceita que o tempo segue, independente de nossos sentimentos. Esta foi uma semana assim. Tantas lembranças de pessoas queridas, quem está ou não, e o significado delas em minha vida.
Quando eu tinha 30 anos conheci os sogros de meu irmão. A vida me aproximou deles, e nos fez parentes. Trocamos idéias, nos ajudamos, nos presenteamos e nossa convivencia foi de delicadeza e carinho. Este  sogro- com seu exemplo - me auxiliou a encontrar um pouco mais de beleza na convivencia e no conhecimento. Sempre com uma palavra mais sábia, e mais amorosa, um ser superior.

Pensei em escrever sobre as mães mas ele partiu na noitinha de ontem. Uma estrela de outono o levou, pacificado, para passar o dia das mães com a esposa. Era esperado, mas nunca que fosse tão de acordo com o amor que os envolvia. Amor verdadeiro.
E eu, ao invés de visitar minhas mulheres no João Batista de Rio Claro, vou despedir-me dele, com a reserva e a responsabilidade de ter sido uma de suas parentes.

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Citação

Jung: ...A vida nada mais é do que um hiato. O que fazemos dela, o sentido que damos para ela enquanto vivemos importa mais do que qualquer acúmulo de glória e riquezas materiais.