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quinta-feira, março 27, 2008

Psicossomática: afinal o que é?


Fonte:Group of Men, Ireland Design Pics Fotografia RF

Tenho procurado uma forma coerente de explicar as doenças psicossomáticas, e encontrei este artigo no Jornal da Unimed. Importante se ter em conta que existem outros colegas que trabalham as emoções e autoconscientização. Estar em grupo, em uma atividade prazerosa, fortalece o Eu para que compreenda seus conflitos, sem medo e sofrimento.

Com a proposta de estudar a importância dos fatores psicológicos no desenvolvimento das doenças, a medicina psicossomática propõe um novo modelo de atenção à saúde: tratar o doente e não a doença. Para o Prof. Dr. Ojunian (referencia abaixo), por meio da doença as pessoas revelam o que não expressam com as palavras.

“Corpo e mente não se desvinculam. Mais importante do que tratar a doença – o que não pode deixar de ser feito – é interpretar a mente e buscar o equilíbrio psíquico.”, explica Ojunian, Conforme acrescenta, “o físico é reflexo da mente e age de acordo com as influências externas. Corpo, mente e meio ambiente são interligados como numa orquestra”.

O especialista enfatiza que sintomas como dores de cabeça, falta de ar, palpitações, depressão, pânico, hipertensão ou diabetes, entre outros, podem ser gritos de alerta. “Seu corpo pode estar sinalizando que você não suporta mais a sua história de vida. Conflitos emocionais não resolvidos geram doenças. É preciso mudar, tomar atitudes e buscar a alfabetização emocional”.

Ojunian explica que o analfabeto emocional é aquele que só pensa e não toma a decisão de agir. No tratamento, Hector Ojunian utiliza a interatividade em grupo, com o uso da cinematerapia e da biblioterapia. “Nos filmes e livros, a pessoa pode se projetar e aperfeiçoar-se em seu comportamento. Ao discutir os problemas, a pessoa libera as emoções e aprende a gerenciar o stress”.

A adesão ao grupo pode ser feita a qualquer tempo. O participante não precisa se cadastrar ou se identificar. O especialista já desenvolve programas semelhantes, com sucesso há vários anos.

Hector Ojunian é médico cooperado da Unimed Santos, onde atua como clínico geral, mestre em saúde coletiva e especialista em Psiconeuroimunologia. É também professor da UniSantos.
http://www.unimed.com.br/pct/index.jsp?cd_canal=47154&cd_secao=34376&cd_materia=41194"

segunda-feira, março 17, 2008

Meu Domingo de Ramos



Fui crismada em um Domingo de Ramos, juntamente com todos(as) os(as) primos da mesma idade, e por uma tia de 14 anos que já era nossa 'ídala'.
Lembro-me que eram tantas as crianças que ela colocou rapidamente a mão direita em nossas cabeças.
Sempre me encantei com rituais, e com a Igreja. Gosto de saber da Palavra, ensinamentos, orientações, embora não assídua. Este interêsse ajudou-me na profissão também, pude atender pastores, orientadores de várias religiões em igualdade de conhecimento (não de sabedoria, não tive o treinamento destas pessoas). Respeito bastante quem dedica sua vida a oração e ao bem.
Minhas experiências de Sexta feira Santa na pré adolescência eram:
1. seguir algumas regras de consideração aos acrifício de Jesus Cristo: andar a pé, comer só peixe, ouvir música clássica e religiosa (no tempo era o correto também nas rádios e TVs)
2. ir com meu pai ao Convento das Carmelitas em uma cidade de SP, onde morávamos, fazer uma peregrinação em benefício da paz. Iamos conversando, meu pai contando de sua infancia e formação religiosa. Ao chegar abria-se uma janelinha, protegida por uma madeira com pequenas tiras em aberto, onde sabíamos estar uma freira carmelita orando.
Meu avõ materno foi fundador da Igreja Batista , começando com chamadas nas praças com bumbo e palavras de fé.
Sinto saudades deste tempo de devoção. Só saí na Sexta feira Santa aos 28 anos e mesmo assim contra uma decisão interior de reclusão.
Algumas pessoas já me disseram que devo ter sido freira em outra encarnação. Sei que quando tinha 8 anos queria ser papisa (por causa do livro infantil A Papisa), e depois missionária (por causa das amigas missionárias de minha mãe). Depois de formada tive uma visão delirante de mim mesma sendo uma 'guru', vestida do famoso cáftan dos anos 70.
Fui contra a mudança de procedimento da missa, em que o Padre ficou de frente, gostava do confessionário e do véu na hora da comunhão (branco para as mocinhas solteiras e cinza para as senhoras). Fiquei mais contente quando li em: Joseph Campbell (O Poder do Mito): sua menção a falta dos rituais nos tempos modernos, abordando também as mudanças nos procedimentos litúrgicos e de educaçãod e filhos homens.
Mas convivo bem com Deus, a fé e as religiões do jeito que são.
Neste domingo de Ramos refiz a tradição, benzi meu ramo, balancei-o para saudar a entrada de Jesus em Jerusalém. Estava com minha prima, a qual foi também crismada comigo, e foi uma doce recordação e um terno momento presente.
Fazia tempo que sentia falta de uma comemoração à altura desta data cristã. É bom para a alma retornar as coisas mesmas...

Para saber mais do significado da data, siga o link compartilhado acima.

foto:
Ref. http://www.fotosearch.com.br/fotos-imagens/ramos_3.html

Citação

Jung: ...A vida nada mais é do que um hiato. O que fazemos dela, o sentido que damos para ela enquanto vivemos importa mais do que qualquer acúmulo de glória e riquezas materiais.