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sábado, outubro 20, 2007

Psicologia a portas fechadas?




Photo by Mr. Scratch



A Psicologia enfrenta o desafio da Web, assunto que já está sendo pesquisado pelo Conselho Federal de Psicologia desta nova possibilidade de orientação e / ou tratamento.
Outra questão que assusta o profissional são os direitos autorais sobre textos e publicações. O problema não é só ver nossos textos copiados, e sim o futuro da nossa profissão. Como preparar os(as) alunos(as)de psicologia para as novas tendências do mercado? Como nos 'reformarmos'?
Está sendo muito interessante este século!

Orientações Básicas para pessoas que buscam artigos na net.
Exemplo: abra a foto acima, e entre no Flickr (sistema de fotos compartilhadas). Aí as fotos têm vários tipos de licenças. Por exemplo, o autor acima permite o uso da foto desde que lhe sejam dados os créditos. Por isto, existe o link para os eu material. No Slideshare, que compartilha vídeos e slides, o autor também tem a opção de colocar seu tipo de proteção.
Ao traduzir o texto abaixo, fui até sua origem, que é a Associação Internacional de Psicologia (APA), portanto é necessário colocar esta origem e o nome do autor do texto, se vc. utilizar o link. Evidente que as licenças comumente são para fins não comerciais. Não sei como a APA pensa desta divulgação, já que fica fácil uma pessoa copiar e colocar como autoria sua. Falta de ética não ter o consentimento do autor e da associação onde está o artigo. Quando a associação está mencionada no artigo, o divulgador ou tradutor necessita pedir autorização diretamente se o fim for comercial.

Examine http://pt.shvoong.com

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quarta-feira, outubro 10, 2007

Repassando Pérolas





Este artigo foi enviado por e-mail por uma querida colega e amiga, escritora, teóloga, psicóloga *



REVISTA EDUCAÇÃO - 09/2007 - EDIÇÃO 125

"As pessoas ainda não foram terminadas..."Porque nosso DNA é incompleto, inventamos poesia, culinária...
Rubem Alves
As diferenças entre um sábio e um cientista? São muitas e não posso dizer todas. Só algumas.
O sábio conhece com a boca, o cientista, com a cabeça. Aquilo que o sábio conhece tem sabor, é comida, conhecimento corporal. O corpo gosta. A palavra "sapio", em latim, quer dizer "eu degusto"... O sábio é um cozinheiro que faz pratos saborosos com o que a vida oferece. O saber do sábio dá alegria, razões para viver. Já o que o cientista oferece não tem gosto, não mexe com o corpo, não dá razões para viver. O cientista retruca: "Não tem gosto, mas tem poder"... É verdade. O sábio ensina coisas do amor. O cientista, do poder.
Para o cientista, o silêncio é o espaço da ignorância. Nele não mora saber algum; é um vazio que nada diz. Para o sábio o silêncio é o tempo da escuta, quando se ouve uma melodia que faz chorar, como disse Fernando Pessoa num dos seus poemas. Roland Barthes, já velho, confessou que abandonara os saberes faláveis e se dedicava, no seu momento crepuscular, aos sabores inefáveis.
Outra diferença é que para ser cientista há de se estudar muito, enquanto para ser sábio não é preciso estudar. Um dos aforismos do Tao-Te-Ching diz o seguinte: "Na busca dos saberes, cada dia alguma coisa é acrescentada. Na busca da sabedoria, cada dia alguma coisa é abandonada". O cientista soma. O sábio subtrai. Riobaldo, ao que me consta, não tinha diploma. E, não obstante, era sábio. Vejam só o que ele disse: "O senhor mire e veja: o mais importante e bonito do mun­do é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando..."
É só por causa dessa sabedoria que há educadores. A educação acontece enquanto as pessoas vão mudando, para que não deixem de mudar. Se as pessoas estivessem prontas não haveria lugar para a educação. O educador ajuda os outros a irem mudando no tempo.
Eu mesmo já mudei nem sei quantas vezes. As pessoas da minha geração são as que viveram mais tempo, não pelo número de anos contados pelos relógios e calendários, mas pela infinidade de mundos por que passamos num tempo tão curto. Nos meus 74 anos, meu corpo e minha cabeça viajaram do mundo da pedra lascada e da madeira - monjolo, pi­lão, lamparina - até o mundo dos computadores e da internet.
Os animais e plantas também mudam, mas tão devagar que não percebemos. Estão prontos. Abelhas, vespas, cobras, formigas, pássaros, aranhas são o que são e fazem o que fazem há milhões de anos. Porque estão prontos, não precisam pensar e não podem ser educados. Sua programação, o tal de DNA, já nasce pronta. Seus corpos já nascem sabendo o que precisam saber para viver.
Conosco aconteceu diferente. Parece que, ao nos criar, o Criador cometeu um erro (ou nos pregou uma peça!): deu-nos um DNA incompleto. E porque nosso DNA é incompleto somos condenados a pensar. Pensar para quê? Para inventar a vida! É por isso, porque nosso DNA é incompleto, que inventamos poesia, culinária, música, ciência, arquitetura, jardins, religiões, esses mundos a que se dá o nome de cultura.
Pra isso existem os educadores: para cumprir o dito do Riobaldo... Uma escola é um caldeirão de bruxas que o educador vai mexendo para "desigualizar" as pessoas e fazer outros mundos nascerem...
Rubem Alves - Educador e escritor rubem_alves@uol.com.br
 
* Vera Lúcia Soares Chvatal - Ph.D /
Psicóloga Clínica - CRP 06/53959-3
Escritora , atualmente autora de um livreto em Hai-Kai
De estilo conciso - o Hai Kai - poema japonês, é uma afirmação simples que traduz tudo. Registra a imagem, o instante, através de imagens concretas, sem revelar sentimentos ou opiniões, apenas sugerindo.
Quer conhecer ? Escreva para
verapsico@gmail.com

Citação

Jung: ...A vida nada mais é do que um hiato. O que fazemos dela, o sentido que damos para ela enquanto vivemos importa mais do que qualquer acúmulo de glória e riquezas materiais.