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terça-feira, fevereiro 17, 2004

Os costumes culturais mudam de forma morosa. O feminismo é tido como coisa de 'mulher mal amada', como se amar fosse uma obrigação. Não é assim. Os papéis sociais são definidos pela cultura. então a menina é criada hoje para trabalhar, mas não pensando-se em sua autonomia, e sim porque é impossível que alguém sobreviva sem uma profissão, seja mulher ou homem. Nem os filhos de pais riquíssimos podem garantir que terão o mesmo que têm hoje no final da vida. Escutem o que estou falando: o mesmo feminismo que hoje é pichado será lecionado em universidades para que o marido não tenha a tarefa de sustentar a mulher. Porque o feminismo faz a mulher ir a luta. MAS PRESTE ATENÇÃO: faz a mulher ir em busca do livre pensamento e da livre atuação, e aí então a coisa vai estourar. Porque se a mulher pensar em si o mundo masculino desmorona, assim como as instituições sociais. Fala-se muito de codependência. A mulher é criada para ser ser dependente - ou ajudar dependentes. Dependente é a pessoa que precisa do outro para viver, de forma bem geral. A codependente precisa agradar ao outro para se sentir boa, certa, plena de moral e graça. Tanto uma forma como a outra não levam a maturidade, porque passam ambas pela negação. A dependência pela negação da capacidade de pensar e agir. A codependência pela dificuldade de sentir e expressar seus sentimentos e necessidades. Este assunto é muito estudado por pessoas que lidam com alcoolistas e outros viciados.
Aí a pessoa cria uma fantasia de impotência (não ser capaz, na dependencia) ou de onipotência (na codependência). Destinos difíceis estes, não?
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Citação

Jung: ...A vida nada mais é do que um hiato. O que fazemos dela, o sentido que damos para ela enquanto vivemos importa mais do que qualquer acúmulo de glória e riquezas materiais.